Criança chora e diz ter sido agredida por professora; mãe faz desabafo

Família afirma que direção disse que aluno estaria mentindo e nega mudança de turma após episódio
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Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)

Uma denúncia de suposta agressão física e psicológica repercutiu nesta quarta-feira (25) na comunidade escolar do Centro de Educação Municipal Professor Bigu, localizado no habitacional Mestre Oscar, na Zona Norte de Macapá. A mãe de um aluno de 5 anos, matriculado no 2º período, acusa uma professora de ter ferido a criança dentro da sala de aula na última segunda-feira (23).

O caso ganhou repercussão após a família tornar o episódio público. Segundo a mãe, de 23 anos — que pediu anonimato para preservar a identidade do filho —, a decisão de procurar a imprensa ocorreu após tentativas frustradas de resolver a situação internamente com a gestão da escola.

De acordo com a denúncia, o menino chegou em casa com um arranhão no braço e visível abalo emocional. Assustado e tremendo, teria relatado que foi a professora quem causou o ferimento.

A família afirma que buscou imediatamente contato com a instituição, mas não obteve retorno inicial. Diante disso, registrou Boletim de Ocorrência (BO), realizou exame de corpo de delito e iniciou acompanhamento psicológico para a criança, que passou a demonstrar medo de retornar à escola.

Mentira

A situação se agravou após uma reunião realizada nesta quarta-feira (25). A mãe relata que, apesar de ter sido bem recebida inicialmente pela coordenação e secretaria — chegando a receber um documento para transferência de turma —, a diretora da unidade teria impedido a mudança.

Durante uma conversa de cerca de 40 minutos, segundo a denúncia, a diretora se mostrou exaltada, defendeu a professora e teria desconsiderado o relato da criança. A mãe afirma que ouviu da gestora que “crianças às vezes inventam situações”, o que foi interpretado pela família como uma tentativa de invalidar a denúncia.

Escola municipal onde a agressão ocorreu. Foto: PMM/Divulgação

A família também alega que a professora teria respaldo da direção, apontando indícios de proximidade entre ambas, inclusive em redes sociais. Além disso, reclama da falta de suporte pedagógico, afirmando que a docente não enviou atividades para o aluno durante o período em que ele está afastado por causa do trauma.

A família informou que pretende formalizar a denúncia junto ao Conselho Tutelar e à Secretaria Municipal de Educação (Semed) nesta quinta-feira (26). Entre os pedidos, estão o afastamento preventivo da professora e da diretora até a conclusão das investigações.

A reportagem tenta contato com a direção da escola e com a Semed para posicionamento oficial sobre o caso e as medidas que serão adotadas. Até o fechamento desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para manifestação.

Seles Nafes
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