Com críticas do ‘líder’ de Furlan, Câmara aprova reajuste de 15% para educação

Sessão foi marcada por embates e críticas após vereador Alexandre Azevedo (REP) chamar mobilização dos professores de “teatro”
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Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)

A Câmara Municipal de Macapá (CMM) aprovou nesta quinta-feira (26) o projeto de lei enviado pelo prefeito em exercício, Pedro Dalua (União), que reajusta em 15% os salários do grupo magistério, auxiliares educacionais e especialistas em educação do município. A votação, que se estendeu da manhã até o início da tarde, foi marcada por galerias lotadas e embates diretos.

O projeto havia sido protocolado na última segunda-feira (23) pelo prefeito. Antes da votação, DaLua defendeu a urgência da medida como uma forma de corrigir perdas acumuladas e valorizar o funcionalismo público municipal. O prefeito chegou a fazer um apelo direto aos vereadores da base do ex-prefeito Furlan e à oposição para que garantissem a aprovação.

Categoria lotou galerias…. Fotos: Rodrigo Índio/Portal SN

…e vaiou líder da bancada do ex-prefeito Antônio Furlan

“É um momento de valorização do funcionalismo público municipal. Pedimos esse voto favorável por entender a importância da categoria para o futuro de Macapá”, destacou DaLua.

O ponto de maior tensão na 9ª Sessão Ordinária ocorreu durante a fala do vereador Alexandre Azevedo (REP), líder do ex-prefeito Furlan. Ao se referir à mobilização dos educadores na Câmara como um “teatro”, o parlamentar foi fortemente vaiado. A resposta da categoria veio de imediato, tanto dentro do plenário quanto no carro de som em frente à Casa.

“Queria dizer para o Alexandre Azevedo que isso aqui não é teatro, isso aqui é história”, rebateu um dos professores presentes, sob aplausos dos colegas.

Placar da votação

Prefeito em exercício acompanhou votação na Câmara

Para os profissionais, o reajuste não deve ser visto como aumento de gastos, mas como investimento na educação básica e reposição de perdas acumuladas.

O placar da votação

Dos 23 vereadores que compõem a Câmara de Macapá:

20 votos a favor;

1 abstenção (Alexandre Azevedo);

2 ausências (Luana Serrão e Bruno Igreja).

O reajuste beneficia professores, pedagogos, auxiliares e especialistas, com efeitos financeiros passando a valer a partir do dia 1º de abril de 2026.

Seles Nafes
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