Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)
A professora acusada de supostamente agredir um aluno de 5 anos continua dando aulas normalmente, enquanto a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e a Polícia Civil apuram o caso em Macapá. A informação foi repassada ao Portal SelesNafes.Com pela mãe da criança nesta sexta-feira (27). Segundo ela, o filho permanece afastado da escola por problemas de saúde, após o episódio que gerou forte repercussão na comunidade escolar.
Ainda de acordo com a mãe, a direção da unidade de ensino voltou atrás e autorizou a mudança do aluno de turma. O pedido havia sido negado anteriormente, o que causou indignação na família.
Mesmo com a nova decisão da escola, o caso foi formalmente denunciado à Delegacia Especializada na Investigação de Atos Infracionais (Deiai), que conduz as investigações sob responsabilidade da delegada Daniella Graça.
Também nesta sexta-feira, a avó materna da criança esteve na Secretaria Municipal de Educação, onde protocolou uma denúncia. Segundo a família, ela foi bem recebida pela subsecretária da pasta e recebeu apoio institucional.

Mãe filmou marcas de agressão que depois foram periciadas na Polícia Científica
Nota da Semed
Em nota, a Secretaria Municipal de Educação informou que tomou conhecimento oficial do caso e que adotou medidas administrativas para apuração rigorosa dos fatos, respeitando os princípios do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.
O órgão destacou ainda que a prioridade é garantir a proteção integral da criança, conforme previsto no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), e que os órgãos competentes foram acionados para acompanhar o caso. A Semed reforçou que não compactua com qualquer prática que viole os direitos de crianças e adolescentes e afirmou que novas informações serão divulgadas conforme o andamento das investigações.
Relembre o caso
A denúncia envolve um aluno do 2º período do Centro de Educação Municipal Professor Bigu, na Zona Norte de Macapá. Segundo a mãe, o menino chegou em casa com um arranhão no braço e sinais de abalo emocional, relatando que teria sido machucado pela professora dentro da sala de aula.
A família afirma que tentou resolver a situação diretamente com a escola, mas, diante da falta de retorno inicial, registrou Boletim de Ocorrência, realizou exame de corpo de delito e iniciou acompanhamento psicológico para a criança.
A família quer o afastamento preventivo da professora e da direção da escola até a conclusão das investigações. Até o momento, a direção da unidade não se manifestou oficialmente. O espaço segue aberto para esclarecimentos.
