Por JONHWENE SILVA, de Santana (AP)
O município de Santana, a cerca de 17 km de Macapá, amanheceu sob forte neblina nesta quarta-feira (8). O fenômeno chamou a atenção de moradores e motoristas, que enfrentaram baixa visibilidade nas primeiras horas do dia, especialmente em vias urbanas e áreas próximas a rios.
De acordo com o meteorologista Jeferson Vilhena, a formação da neblina está diretamente relacionada às condições climáticas registradas na noite anterior. Segundo ele, a combinação entre o solo ainda aquecido e a chegada de uma chuva intensa e fria, favoreceu o surgimento do fenômeno.
“Tudo foi por causa da chuva de ontem. Sempre que chove no fim de tarde e à noite, até antes das vinte e uma horas, existe uma grande possibilidade de formação de neblina. Isso acontece porque o solo ainda está aquecido pela energia recebida do sol ao longo do dia. Quando a chuva fria atinge esse solo quente, ocorre um choque térmico. A água evapora rapidamente, elevando a umidade relativa do ar, que logo em seguida se condensa, formando a neblina”, explicou.

O meteorologista Jeferson Vilhena explicou que a combinação entre chuva no início da noite e solo ainda aquecido cria condições ideais para a formação de neblina ao amanhecer. Foto: Carolina Machado/Arquivo SelesNafes.com

A baixa visibilidade surpreendeu moradores e motoristas logo ao amanhecer, especialmente em áreas próximas a rios e vias urbanas do município. Foto: Jonhwene Silva/SelesNafes.com
O meteorologista também destacou que noites mais frias, associadas à radiação acumulada durante o dia e à ocorrência de chuva no início da noite, criam um cenário ideal para a formação de neblina nas primeiras horas da manhã.
Apesar do impacto visual e dos transtornos no trânsito, o fenômeno é considerado comum na região amazônica, especialmente em períodos de maior umidade. A recomendação para motoristas é redobrar a atenção, utilizar faróis baixos e manter distância segura entre veículos enquanto a visibilidade estiver reduzida.
