Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
Nesta segunda-feira (13), completam-se 9 dias do desaparecimento do castanheiro Jhemenson Rodrigues Gonçalves, de 32 anos, na região do rio Paru, entre o Amapá e o Pará. O governador Clécio Luís (União) determinou que o Grupo Tático Aéreo (GTA) auxilie nas buscas que estão sendo feitas por voluntários e um pequeno contingentes de bombeiros do Pará, mas a família pede reforço para ampliar as operações por terra. Jhemenson, que mora em Laranjal do Jari com a família, entrou na mata armado para coletar castanhas e não foi mais visto. Segundo uma amiga da família, ele ainda é novo na localidade e não conhece bem a região, o que aumenta a possibilidade de ter se perdido.
Voluntários que participam das buscas informaram que os trabalhos estão sendo realizados por terra e por ar, em uma área onde foram ouvidos disparos de arma de fogo. As equipes acreditam que os tiros possam ter sido feitos pelo próprio Jhemerson, possivelmente como um pedido de socorro.
“Não há nenhum pescador ou caçador nessa região. Então achamos que foi ele”, disse um voluntário, engenheiro florestal que conhece bem a área. Segundo ele, as equipes já percorreram mais de 28 quilômetros até esta segunda-feira, fazendo uma espécie de varredura em círculos no entorno do local onde os tiros foram ouvidos, seguindo um planajemanto.

Equipes estão dormindo na floresta em busca do castanheiro…

Buscas estão sendo feitas por bombeiros do Pará e voluntários…

…além do GTA do Amapá
O voluntário também avalia a possibilidade de Jhemenson estar em um castanhal ainda não alcançado pelas equipes.
“É distante daqui, mas há a possibilidade de ele estar nesse castanhal. Estamos esperando apenas a chegada de mais equipes. Não estamos trabalhando sem descanso. Muitas equipes estão dormindo no campo e só retornam para a base para pegar mais mantimentos”, relatou.
A esposa do castanheiro fez um apelo nas redes sociais.
“Quero pedir para as autoridades não desistirem da busca. Se puder mandar reforços, a gente agradeceria. Não está sendo fácil. Tem um filho, uma mãe e um pai esperando por ele e por mim. Quero pedir que mandem reforços terrestres, cães farejadores ou mais pessoas”, disse, emocionada. A família divulgou um número de telefone: 96 98103-4868.

Jhemenson ainda não conheciam bem a região quando entrou para coletar castanha
