Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
A renovação do afastamento do vice-prefeito de Macapá, Mário Neto (Podemos), por decisão judicial a pedido da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, mantém o presidente da Câmara Municipal, Pedro Dalua (União), à frente da prefeitura — agora sem prazo definido para deixar o cargo. Após coletiva no Palácio Laurindo Banha, Dalua gravou um pronunciamento para as redes sociais e buscou transmitir estabilidade administrativa. Segundo ele, a gestão interina vai manter foco nos serviços essenciais. A cidade “não vai parar”, afirmou o parlamentar, destacando que áreas como limpeza urbana, saúde e educação terão prioridade máxima.
No último dia 2 de maio, também a pedido da PF e PGR, o ministro Flávio Dino manteve o afastamento por entender que há indícios de tentativa de obstruir as investigações com destruição de provas.
Dalua assumiu o comando do Executivo municipal no dia 4 de março, quando o então prefeito Antônio Furlan (PSD) e o vice Mário Neto foram afastados durante a segunda fase da Operação Paroxismo. A investigação apura suspeitas de fraude na licitação para a construção do Hospital Municipal de Macapá.
Além das irregularidades no processo licitatório, a Polícia Federal também investiga a movimentação de mais de R$ 3 milhões, que teriam sido transferidos de forma fracionada para contas de clínicas ligadas ao casal Furlan. O ex-prefeito ainda não se manifestou publicamente sobre as acusações.
