Bope mata em confronto acusado de ataques e execução; família diz que ele era trabalhador

Polícia afirma que suspeito atirou contra equipes da Rotam; família diz que jovem trabalhava até tarde e estava dormindo no momento da ação
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Por LEONARDO MELO, de Macapá (AP)

O jovem com passagens pela polícia e acusado de envolvimento em ataques a faccionados e de uma execução morreu baleado nesta sexta-feira (8), durante uma intervenção do Batalhão de Operações Especiais (Bope), em uma área de pontes do bairro Congós, na zona sul de Macapá. A família alegou ao Portal SN que o suspeito trabalhava na batedeira dos pais. Segundo o comandante da Rotam, major Alvarez, as equipes realizavam patrulhamento em uma região considerada crítica por conta da atuação do tráfico de drogas e de facções criminosas, com acesso pela 14ª Avenida, quando avistaram Willian dos Santos Corrêa, de 22 anos, que estaria armado.

“Ao perceber a presença das equipes, ele correu para dentro de uma residência. Durante o adentramento, não obedeceu à ordem policial e efetuou disparos contra os agentes. A equipe reagiu de forma técnica, proporcional e legal, neutralizando a ação criminosa”, afirmou o oficial.

De acordo com o major, Willian possuía passagens por tráfico de drogas e furto, além de ser investigado por suposto envolvimento em ataques ligados a facções criminosas e na execução de um detento. O comandante também afirmou que o suspeito costumava fazer apologia ao crime nas redes sociais, onde aparecia ostentando armas de fogo. Com ele, os policiais disseram ter apreendido uma pistola calibre .40.

Policiais da Rotam chegam ao local da ocorrência…

…corpo de Willian é removido. Fotos: Leonardo Melo/Portal SN

Versão da famíia

Familiares ouvidos pelo Portal SelesNafes.Com apresentaram outra versão para o comportamento do acusado. Eles alegaram que Willian trabalhava com venda de açaí e informaram que ele e a esposa moravam na casa dos pais do jovem.

O pai dele disse ao portal que saiu cedo de casa para trabalhar na batedeira, e que o filho havia ficado em casa dormindo porque costumava trabalhar no processamento do fruto até o fim da noite. 

O corpo foi transferido do local após perícia pela Polícia Científica com apoio de policiais do Bope. 

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