Major da PM Bahia e tenente-coronel do CBM-AP estão na reta final do curso de formação de peritos no Amapá

Grupo de 17 alunos iniciou estágio prático em ocorrências reais, etapa decisiva e eliminatória da formação
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Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)

A Polícia Científica do Amapá entrou na reta final de seu curso de formação com o início dos estágios práticos em cenários reais. Um grupo de 17 alunos, que se preparam para compor o corpo técnico da instituição, já acompanha de perto as ocorrências diárias. O treinamento de campo, que serve como avaliação decisiva, conta inclusive com profissionais de outros estados e veteranos das forças de segurança que buscam transição de carreira.

​O time de novos servidores é composto por futuros peritos e técnicos periciais. Segundo o perito Dr. Odair Monteiro, que coordenou os trabalhos em uma ocorrência recente ao lado do técnico Luís Carlos, a integração de campo é o passo definitivo para o amadurecimento dos alunos.

A turma em fase final de formação reúne até uma major da PM da Bahia e um tenente-coronel dos Bombeiros do Amapá. Fotos: Olho de Boto/SesNafes.com

​”Eles estão finalizando o curso e já vêm para o local de crime. São novos servidores para a segurança pública. O técnico pericial desempenha funções essenciais, como a fotografia e o auxílio no levantamento de vestígios. Eles participam do treinamento com o mesmo nível de exigência dos peritos”, explicou o Dr. Odair, lembrando que a fase ainda é eliminatória.

“O curso pode reprovar”.
​Durante o estágio, os alunos acompanharam o atendimento a um caso complexo acionado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Inicialmente tratado sob sigilo e dúvidas, a análise preliminar dos peritos apontou para um provável caso de afogamento, embora todas as linhas de investigação, como a possibilidade de a vítima ter sido jogada na água após o óbito, permaneçam sob análise técnica.

​A chegada dos 17 profissionais é vista pela liderança da Polícia Científica como um fôlego necessário para a instituição.

“Com certeza dá uma boa oxigenada”, destacou o Dr. Odair.

​Entre os novos alunos, chamam a atenção perfis de pessoas que já possuem trajetórias consolidadas na segurança pública. É o caso de uma major da Polícia Militar do Estado da Bahia e do Tenente-Coronel Daniel Lucas, do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá.

“Com certeza dá uma boa oxigenada”, disse o perito Odair Monteiro sobre a chegada dos novos profissionais à Polícia Científica. Fotos: Olho de Boto/SelesNafes.com

Com 15 anos de serviços prestados nos Bombeiros, o Tenente-Coronel Daniel Lucas vive o cotidiano de aluno na reta final do estágio prático e não esconde o orgulho da nova caminhada como perito odontolegista. Ele pontua que, embora ambas as corporações integrem a Secretaria de Estado da Segurança Pública (Sejusp), a mudança de rotina é profunda.

​”A função agora é bem distinta. Enquanto os Bombeiros possuem outras prerrogativas institucionais, o foco da Polícia Científica é a produção da prova técnica para auxiliar a Justiça”, afirmou o oficial.

​O estágio segue em andamento, colocando os futuros peritos diante dos desafios reais das ruas do Amapá antes da formação oficial e da nomeação definitiva.

Seles Nafes
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