Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
Um suspeito investigado por homicídios foi morto em confronto com equipes da Rotam (Bope) na tarde deste sábado (23), no bairro Provedor 2, em Santana, município distante cerca de 17 quilômetros de Macapá. Segundo a Polícia Militar, o homem, conhecido pelo apelido de “PK”, reagiu à tentativa de abordagem ao sair de uma área apontada como reduto do crime organizado. O capitão Alvarez, comandante da Rotam, informou que as equipes foram acionadas após informações do setor de inteligência da PM indicando possíveis ataques entre facções rivais motivados pela disputa de território do tráfico de drogas na região.
Ao chegarem nas proximidades da Travessa 8, os policiais visualizaram dois homens com características compatíveis às repassadas pelo serviço de inteligência. Um deles foi visto saindo de uma área de ponte em atitude considerada suspeita, enquanto ajustava algo na cintura.
Ainda segundo o oficial, durante a tentativa de abordagem, o suspeito desobedeceu à ordem de parada, sacou uma arma de fogo e apontou em direção aos militares. Diante da ameaça, os agentes efetuaram disparos. O segundo suspeito, que estaria em uma motocicleta dando apoio à ação criminosa, conseguiu fugir e não foi identificado.

Um segundo criminoso conseguiu escapar de motocicleta. Fotos: Olho de Boto/Portal SN
Após o confronto, os policiais constataram que o homem baleado ainda apresentava sinais vitais. A arma foi afastada e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) acionado, mas a morte foi confirmada no local. A área foi isolada para o trabalho da perícia, e a pistola apreendida foi apresentada ao delegado do Ciosp de Santana.
Homicídios em guerra
De acordo com o capitão Alvarez, “PK” tinha 21 anos, possuía passagem por tráfico de drogas e era investigado por diversos homicídios relacionados à guerra entre facções criminosas no município.
O oficial destacou ainda que a região onde ocorreu o confronto é considerada área de intensa atuação do tráfico de drogas e já foi palco de outros episódios violentos envolvendo integrantes de organizações criminosas.
“A Polícia Militar não tem local onde não vá entrar”, afirmou o capitão.

