Petróleo do Amapá colocará Brasil entre os 5 maiores produtores do mundo

Levantamento da Oxford Economics aponta potencial de até 10 bilhões de barris recuperáveis e aumento significativo da produção nacional
Compartilhamentos

Por SELES NAFES, de Macapá (AP)

A exploração de petróleo na costa do Amapá poderá movimentar cerca de US$ 42 bilhões — o equivalente a mais de R$ 200 bilhões na cotação atual — ao longo dos próximos anos. A estimativa consta em estudo da consultoria Oxford Economics, divulgado por veículos especializados do setor de energia.

A Petrobras realiza desde outubro do ano passado a perfuração de um poço exploratório na Margem Equatorial, a aproximadamente 550 quilômetros da foz do Rio Amazonas e em uma profundidade de cerca de 2,8 mil metros. Durante a operação, os trabalhos chegaram a ser interrompidos por quase um mês após o vazamento de fluidos de uma das máquinas, incidente considerado sem gravidade pela empresa e Ibama.

Segundo a Oxford Economics, os US$ 42 bilhões deverão ser aplicados na estruturação da cadeia de exploração e produção ao longo de sete anos. O estudo prevê que o pico da extração ocorra na segunda metade de 2035, caso as reservas sejam confirmadas comercialmente.

A consultoria avalia que o desenvolvimento das reservas da Margem Equatorial poderá colocar o Brasil entre os cinco maiores produtores mundiais de petróleo, atrás apenas de Estados Unidos, Rússia, Arábia Saudita e Canadá.

As projeções indicam a existência de até 10 bilhões de barris recuperáveis na costa do Amapá. Com isso, a produção brasileira poderia saltar dos atuais 3,8 milhões para cerca de 5 milhões de barris por dia, consolidando o país entre os principais exportadores globais da commodity.

No fim de maio, durante agenda em Manaus (AM), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que os estados da Região Norte precisam ser beneficiados pela atividade petrolífera. Na ocasião, ele declarou que a Petrobras está próxima de confirmar a existência de petróleo de qualidade na região. Enquanto isso, países vizinhos, como Suriname e Guiana, já exploram reservas offshore, e a Guiana Francesa discute no Parlamento local a liberação da atividade.

Seles Nafes
Compartilhamentos
Insira suas palavras de pesquisa e pressione Enter.
error: Conteúdo Protegido!!