Padrasto condenado a 17 anos por estuprar enteada dos 6 aos 12 anos é preso em Macapá

Abusos ocorreram entre 2012 e 2018; foragido tentou se esconder em um cômodo nos fundos de um imóvel na zona norte, mas acabou localizado após deixar rastro de pegadas em escada
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Por LEONARDO MELO, de Macapá

Um homem de 43 anos, condenado a 17 anos de prisão em regime inicialmente fechado pelo crime de estupro de vulnerável, foi preso na manhã desta terça-feira (30) em Macapá. De acordo com o inquérito policial, os abusos contra a vítima ocorreram de forma contínua durante seis anos, entre 2012 e 2018. 

A ação foi coordenada pela 8ª Delegacia de Polícia da Capital, sediada no Habitacional Macapaba, que deram cumprimento ao mandado de prisão definitiva.

O condenado, que era padrasto da menina, aproveitava-se da convivência familiar e da facilidade de acesso à residência para cometer os crimes. Os abusos começaram quando a criança tinha apenas 6 anos de idade e se estenderam até ela completar 12 anos.

Homem foi preso nesta terça-feira (30)

​Para manter o silêncio da enteada, o agressor utilizava violência física e fazia ameaças constantes. O caso só veio à tona e chegou ao conhecimento das autoridades após a vítima relatar as agressões à família, o que motivou o início das investigações e a coleta de depoimentos que sustentaram a condenação judicial.

​A captura do foragido ocorreu no Bairro Parque Aeroportuário, na zona norte de Macapá. Os policiais localizaram o endereço onde o homem estava escondido, uma área nos fundos de um imóvel principal que funcionava como depósito de uma loja. Ao perceber o cerco policial logo cedo, ele tentou fugir para os aposentos superiores.

​”O pessoal cercou a casa hoje de manhã e ele correu para se esconder no quarto. Mas ele acabou deixando o rastro da sandália na poeira da escada. Os agentes seguiram a marca e localizaram o condenado escondido debaixo de uma cama”, explicou o delegado Alan Moutinho.

Delegado Alan Moutinho

Após ser retirado do esconderijo e receber a voz de prisão, o homem foi conduzido à delegacia para os procedimentos de praxe. Ele passou por exames de corpo de delito na Polícia Científica, foi apresentado à audiência de custódia e, posteriormente, encaminhado ao Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), onde ficou à disposição da Justiça para cumprir pena. 

Seles Nafes
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