De Macapá (AP)
O debate sobre a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 avançou no Senado Federal nesta quarta-feira (1º). Em reunião com líderes das principais centrais sindicais do país, o presidente do Congresso Nacional, senador Davi Alcolumbre (União-AP), garantiu que a proposta será conduzida com diálogo, equilíbrio e sem pressões de redes sociais.
Durante o encontro, Alcolumbre rebateu críticas que circulam na internet sobre a postura do parlamento em relação aos direitos sociais e relembrou votações recentes aprovadas na Casa, como as medidas de igualdade salarial entre homens e mulheres.
“Sempre apoiei pautas voltadas aos trabalhadores. Dizer que o Congresso é ‘inimigo do povo’ não contribui para a democracia, para a verdade dos fatos nem para a construção de soluções que melhorem a vida dos brasileiros”, defendeu o senador amapaense.

Durante o encontro, Alcolumbre rebateu críticas que circulam na internet sobre a postura do parlamento sobre pautas trabalhistas. Fotos: Divulgação
A reunião foi considerada produtiva pela liderança do governo no Senado. De acordo com a senadora Teresa Leitão (PT-PE), o foco das discussões agora está em alinhar a parte técnica e regimental para dar andamento à matéria.
“Não há desacordo sobre o conteúdo da PEC. O momento é de definir os procedimentos e estabelecer um calendário de tramitação, não um calendário eleitoral”, explicou a parlamentar.

O encontro ocorreu com a presença de lideranças sindicais
O senador Paulo Paim (PT-RS) também acompanhou a agenda e pontuou que a presidência do Senado demonstrou abertura para avaliar caminhos regimentais práticos para a proposta, buscando opções que facilitem o andamento do texto e evitem que a matéria precise retornar para novas análises demoradas na Câmara dos Deputados.
A mesa de diálogo contou com a presença de dirigentes de entidades como a Central Única dos Trabalhadores (CUT), Força Sindical, União Geral dos Trabalhadores (UGT), além do Movimento Vida Além do Trabalho (VAT), que lidera a mobilização popular pelo fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso.

