De Macapá (AP)
O Amapá começou a receber a instalação de sua primeira fábrica de cimento. O empreendimento da Cimento Forte, marca da Companhia Brasileira de Materiais de Construção, projeta um investimento privado de R$ 120 milhões em uma área de mais de 14 hectares, localizada às margens do Rio Matapi, no município de Santana, a 17 km de Macapá.
Nesta sexta-feira (3), o governador Clécio Luís (UB) acompanhou o início dos trabalhos. As tratativas para a chegada da indústria vinham sendo conduzidas há dois anos pela Agência de Desenvolvimento Econômico do Amapá (Agência Amapá). Para viabilizar o negócio, o Estado concederá incentivos fiscais previstos na legislação local, o que inclui um regime tributário especial voltado para a aquisição de insumos de produção.

Governador Clécio Luís e empresários. (Foto: Ruan Alves/GEA)
Atualmente, o terreno passa pela fase de supressão vegetal, etapa que foi devidamente licenciada pela Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema). Em paralelo, a Secretaria de Estado dos Transportes (Setrap) concluiu o projeto para a abertura do acesso terrestre definitivo até a área industrial.
“É um marco para a economia do Amapá e demonstra como o estado está se desenvolvendo. É um momento importante ao lado do empresariado amapaense e de empreendedores da construção civil, infraestrutura e habitação, que serão beneficiados diretamente por esse investimento”, apontou o governador Clécio Luís.

Terreno de 14 hectares às margens do Rio Matapi começa a receber maquinário para a limpeza e preparação do solo. (Foto: Divulgação)
Estatísticas e prazos
A expectativa do grupo empresarial é que a fábrica esteja em pleno funcionamento em até dois anos. A unidade operará com um sistema totalmente automatizado, com capacidade de moagem de 90 toneladas de cimento por hora, totalizando uma produção anual estimada em 600 mil toneladas.
O engenheiro químico e gerente de projetos da Cimento Forte, Hélio Viero Albino, explicou que o plano de expansão para o extremo norte do país levou uma década de estudos de viabilidade econômica antes de sair do papel.
“É um sonho de mais de dez anos. Recebemos suporte para alinhar os trâmites. Sabemos que o estado vai crescer e queremos fazer parte desse desenvolvimento”, afirmou o gerente.

Engenheiro químico e gerente de projetos da Cimento Forte, Hélio Viero Albino. Foto: Ruan Alves/GEA
A instalação da planta industrial deve movimentar setores como o transporte de cargas, alimentação, vigilância e a logística portuária do Rio Matapi. A intenção da empresa é abastecer prioritariamente o mercado da construção civil amapaense — reduzindo o custo do frete do cimento que hoje vem de outras regiões do país — e, posteriormente, exportar o excedente para estados vizinhos da Amazônia.

