Macapá (AP) – Um pescador artesanal de 71 anos foi vítima de um golpe aplicado por criminosos que se passaram por integrantes da Defensoria Pública do Estado do Amapá (DPE). Convencido de que havia vencido um processo judicial verdadeiro, ele transferiu R$ 700 via PIX acreditando que o pagamento era necessário para liberar uma suposta indenização de R$ 3,7 mil. O caso está sendo acompanhado pela instituição.
A vítima é João Pedro Silva. Segundo a Defensoria, o golpe começou no dia 1º de julho, quando ele recebeu uma ligação telefônica seguida de mensagens pelo WhatsApp informando que teria obtido uma decisão favorável no processo. Os criminosos, que tinham dados reais da ação, afirmaram que o dinheiro só seria liberado após o pagamento de uma taxa.
Para tornar a fraude mais convincente, os golpistas utilizaram a foto de um homem vestido com beca preta no perfil do WhatsApp e repassaram informações reais sobre o processo judicial. Eles chegaram a fazer uma chamada de vídeo, simulando uma audiência, ocasião em que o pescador confirmou dados pessoais e, em seguida, realizou a transferência do valor solicitado.
“Sempre tive muito cuidado com essas ligações, mas eu estava ansioso por causa do processo. Vim à Defensoria em busca de ajuda para tentar recuperar esse valor que vai fazer falta para mim e minha neta”, relatou o pescador.

DPE faz campanha de alerta desde o ano passado. Foto: Ascom/DPE
A DPE informou que está prestando assistência ao idoso e irá ajuizar uma ação por danos morais. Para casos semelhantes, a instituição orienta que a vítima registre boletim de ocorrência, reúna prints das conversas, comprovantes de PIX, o número de telefone utilizado pelos criminosos, a foto do perfil e a chave PIX para a qual o dinheiro foi enviado.
A Defensoria reforça que nenhum defensor público ou servidor está autorizado a solicitar pagamentos para liberação de valores ou andamento de processos. Em caso de contato suspeito, a orientação é interromper a conversa imediatamente, não realizar qualquer transferência, comunicar o banco para tentar bloquear a operação e procurar a instituição pelos canais oficiais.
“Ao receber uma mensagem suspeita, a orientação é interromper imediatamente o contato, não realizar qualquer pagamento, registrar boletim de ocorrência, comunicar o banco para tentar bloquear ou recuperar o valor transferido e procurar a Defensoria Pública pelos canais oficiais”, alertou o subdefensor-geral do Amapá, Eduardo Vaz.
A Defensoria Pública disponibiliza atendimento pelo WhatsApp no número (96) 98133-0422 para esclarecimentos e orientações à população.

