Macapá (AP)
Forças de segurança do Amapá intensificaram o combate a golpistas que usam informações reais de processos judiciais. Nesta terça-feira (7), o Ministério Público do Amapá deflagrou a Operação Falso Advogado, que cumpriu dois mandados de busca e apreensão em Fortaleza (CE), com apoio do Ministério Público do Ceará e da Polícia Civil cearense.
Ontem (6), o Portal SN contou a história do pescador que foi convencido a repassar dinheiro a golpistas também utilizando informações de uma ação judicial real. Esta outra investigação conduzida pelo Gaeco identificou um esquema que obtinha acesso a dados pessoais de vítimas e a informações sigilosas de processos judiciais em andamento. Com esse material, os criminosos se passavam por advogados e entravam em contato com clientes de escritórios de advocacia em diferentes regiões do país, principalmente no Sul e Centro-Oeste.
Para tornar a fraude mais convincente, o grupo utilizava números de telefone com DDD da mesma região das vítimas e enviava documentos falsificados contendo informações verdadeiras sobre as ações judiciais. Em seguida, alegavam que havia valores a serem liberados, mas exigiam depósitos ou transferências bancárias sob diferentes justificativas.
Durante as investigações, o MP identificou que alguns dos documentos falsos exibidos às vítimas continham assinaturas atribuídas a magistrados do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP), reforçando a sofisticação do esquema e aumentando a credibilidade da fraude.
Na ação realizada em Fortaleza, foram apreendidos celulares e tablets que passarão por perícia e poderão auxiliar na identificação de outros integrantes da organização e de novas vítimas. Os investigados poderão responder por fraude eletrônica (estelionato virtual), falsidade ideológica, uso de documento falso e associação criminosa.
