Homem morre após mordida de gato de rua em Macapá

Família relata que a infecção agravou o estado de saúde de Rermyson Anjos, de 39 anos
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Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)

Um homem identificado como Rermyson Anjos, de 39 anos, morreu no último domingo (12), em Macapá, após complicações de saúde registradas dias depois de ser mordido por um gato de rua no bairro Pacoval. O caso ocorreu na semana passada.

Segundo relato do irmão da vítima, Rermyson tentou separar uma briga entre um gato de estimação e um gato de rua quando foi mordido na perna. A família informou que ele possuía problemas renais e já apresentava um quadro de saúde debilitado.

“O gato da rua mordeu a perna dele. A ferida infeccionou e ele ficou internado por três dias. A infecção acabou trazendo complicações, atingiu o pulmão, ele começou a sentir falta de ar e teve uma parada cardíaca”, relatou o irmão.

Ainda conforme a família, Rermyson morreu por volta das 16h de domingo. O sepultamento ocorreu na segunda-feira (13).

Após três dias internado, Rermyson Anjos sofreu uma parada cardíaca e não resistiu. Fotos: arquivo familiar

Procurada pela reportagem, uma profissional da área da saúde explicou que, embora a morte imediata por mordida de gato seja incomum, as complicações infecciosas podem evoluir para quadros graves, principalmente em pessoas com doenças pré-existentes ou imunidade comprometida.

Segundo a especialista, a boca de cães, gatos e outros animais abriga grande quantidade de bactérias capazes de provocar infecções severas. Em alguns casos, essas infecções podem evoluir para sepse — uma resposta inflamatória generalizada do organismo que pode comprometer diversos órgãos e levar à morte.

Ela também destacou que animais de rua podem representar maior risco por, muitas vezes, não serem vacinados, o que reforça a necessidade de avaliação médica imediata para investigação de doenças como a raiva e indicação de vacinação antirrábica, quando necessária.

* Ao tentar separar uma briga entre dois gatos, Rermyson Anjos acabou ferido na perna e teve o quadro agravado dias depois

A orientação é que toda pessoa mordida ou arranhada por um animal procure atendimento de saúde o mais rápido possível. O tratamento inclui limpeza adequada do ferimento, avaliação da necessidade de antibióticos, vacinação e, sempre que possível, observação do animal por um período de sete a dez dias.

As circunstâncias clínicas que levaram à morte de Rermyson deverão ser esclarecidas pelos exames e documentos médicos que atestam a causa do óbito.

Seles Nafes
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