Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)
Eduardo Silva Paixão, de 20 anos, era natural do Pará e estava morando há pouco tempo no Amapá, no Habitacional Miracema, zona norte de Macapá, onde foi executado com vários tiros na noite desta terça-feira (14), na frente da esposa e do filho, um bebê de apenas 1 ano de idade.
Segundo as investigações da Delegacia de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), dois homens bateram à porta. Assim que Eduardo abriu, os criminosos abriram fogo. A maior parte dos disparos atingiu a cabeça da vítima.
Quando policiais militares chegaram ao residencial, a equipe do SAMU já havia confirmado o óbito. De acordo com o delegado José Mário, da DHPP, tudo indica que o crime foi uma execução planejada, com características típicas de disputas entre facções criminosas.
Testemunhas contaram que ouviram Eduardo implorando para não morrer.
“Não, não…”, teria gritado a vítima segundos antes de ser assassinada.

Polícia investiga se a mudança da vítima para o Amapá tem relação com o crime. Fotos: Olho de Boto/SelesNafes.com
Nem a presença da esposa e do filho pequeno foi suficiente para impedir a ação dos criminosos, que dispararam repetidas vezes e fugiram correndo logo após o ataque.
A perícia recolheu estojos e projéteis de pistola calibre 380, reforçando a violência da execução.
Uma das principais linhas de investigação aponta que os assassinos seriam moradores da própria região. A fuga a pé, sem o apoio de carro ou motocicleta, fortalece essa hipótese.
Informações repassadas por moradores à Polícia Militar indicam ainda que os autores mantinham proximidade com Eduardo e seriam, possivelmente, integrantes da facção criminosa FTA.

Suspeitos seriam moradores da região e conhecidos da vítima, segundo a polícia
Apesar da forma brutal do assassinato, levantamentos iniciais das polícias Civil e Militar apontam que Eduardo Silva Paixão não possuía antecedentes criminais. Agora, a DHPP investiga o histórico da vítima no Pará para descobrir se sua recente mudança para o Amapá tem relação com a execução.
A Polícia Civil pede a colaboração da população. Qualquer informação que possa ajudar a identificar os autores pode ser repassada, de forma anônima, ao Disque-Denúncia da DHPP: (96) 99170-4302. O sigilo da identidade do denunciante é garantido.
