Macapá (AP)
A prisão preventiva de um homem de 30 anos, suspeito de tentar matar e esquartejar a companheira de 26 anos, foi cumprida nesta sexta-feira (24) no bairro Jardim Equatorial, na zona sul de Macapá. A ação foi realizada pela Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (DEAM), que também cumpriu mandados de busca e apreensão contra o investigado.
O crime aconteceu em março deste ano na residência do casal, após uma discussão. Segundo a investigação, o suspeito começou a sufocar a vítima, que conseguiu escapar para a área externa, mas acabou sendo perseguida e agredida com uma ferramenta de trabalho. Em seguida, o agressor pegou um terçado e desferiu vários golpes contra a mulher, focando na cabeça e nos braços dela. A violência extrema só parou porque um vizinho ouviu a confusão, correu para ajudar e conseguiu afastar o homem a tempo.
A vítima ficou gravemente ferida, com múltiplas lesões pelo corpo, e precisou de atendimento médico de emergência. A apuração revelou que, durante as agressões, o homem fez ameaças de morte e já havia afirmado anteriormente que pretendia assassiná-la, esquartejar seu corpo e ocultar os restos.

Delegada Marina Guimarães: justiça atendeu prontamente o pedido de prisão preventiva. Foto: Rodrigo Índio/SelesNafes.com
O inquérito reuniu provas sólidas contra o suspeito, incluindo fotos dos machucados, prontuário médico, laudo de exame de corpo de delito e depoimentos de testemunhas que comprovaram a brutalidade e a clara intenção de homicídio.
Diante do risco, a delegada titular da DEAM, Marina Guimarães, pediu rapidamente a prisão preventiva do suspeito e a busca em sua residência. Durante a operação nos endereços ligados ao alvo, os policiais apreenderam simulacros de arma de fogo.
Após a captura, o homem foi levado para a delegacia e agora permanece preso à disposição da Justiça. A delegada Marina Guimarães destacou a importância de agir com firmeza diante de casos graves de violência doméstica:
“Assim que tomamos conhecimento dos fatos, representamos pelas medidas cautelares necessárias, que foram deferidas pelo Poder Judiciário. Nosso compromisso é atuar de forma firme na responsabilização dos autores e na proteção das mulheres, evitando que episódios de violência evoluam para feminicídios consumados”, destacou.

