Operação mira facção que usava joias roubadas para abrir empresas no Amapá

Ação "Usufruto Proibido" cumpriu mandados de prisão e de busca em Macapá e Santana; grupo utilizava parentes como 'laranjas' para ocultar patrimônio vindo de assaltos.
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De Macapá (AP)

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Amapá (Ficco/AP), em ação conjunta com a Polícia Civil, cumpriu 18 mandados judiciais nesta quinta-feira (6) na Operação “Usufruto Proibido”.

A ofensiva mirou uma organização criminosa que utilizava joias em ouro roubadas em assaltos violentos para financiar estabelecimentos comerciais e lavar dinheiro na região metropolitana de Macapá.

​Ao todo, os policiais deram cumprimento a 5 mandados de prisão preventiva e 13 de busca e apreensão expedidos pela Justiça nas cidades de Macapá e Santana.

​As investigações revelaram que o grupo criminoso atuava no roubo majorado de joias em ouro e reinvestia o valor obtido nesses assaltos para abrir e manter lojas e comércios locais.

​Para ocultar a origem ilícita dos recursos e burlar a fiscalização, os líderes da facção utilizavam parentes como ‘laranjas’ para registrar as empresas, além de colocar veículos e imóveis adquiridos com o dinheiro do crime em nome dessas interpostas pessoas.

​A grande operação mobilizou agentes da Ficco/AP e de diversas unidades especializadas da Polícia Civil, como a Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DECCP), DCCP de Santana, Draco, NOI, DRA, Decor, Ceccor, Core, além de policiais penais do Iapen e cães farejadores do Bope da PM.

​A Ficco/AP é composta pela Polícia Federal, Polícia Militar, Polícia Civil, Instituto de Administração Penitenciária (Iapen) e Secretaria de Estado da Justiça e Segurança Pública do Amapá (Sejusp).

Seles Nafes
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