Naufrágio no Rio Oiapoque deixa uma pessoa morta e outra desaparecida

Três sobreviventes foram resgatados inicialmente por pescadores, enquanto as buscas mobilizam equipes brasileiras e autoridades da Guiana Francesa
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Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)

Uma pessoa foi encontrada morta após o naufrágio de uma embarcação na região costeira do Rio Oiapoque, na fronteira entre o Brasil e a Guiana Francesa. O acidente aconteceu na madrugada de domingo (16). Três pessoas foram resgatadas com vida, uma quarta vítima foi localizada morta nesta terça-feira (18) e outra continua desaparecida.

Segundo o Corpo de Bombeiros Militar do Amapá, familiares procuraram o 7º Grupamento de Bombeiro Militar, em Oiapoque, após perderem o contato com a embarcação. As três pessoas que sobreviveram foram encontradas e resgatadas inicialmente por pescadores.

Os nomes das vítimas não foram divulgados pelas autoridades.

Após o acionamento, a corporação organizou uma operação conjunta com a Marinha do Brasil para tentar localizar as duas vítimas que permaneciam desaparecidas.

De acordo com o Subtenente Miranda, do 7º GBM, a Marinha utilizou um sistema de georreferenciamento e identificou que o local indicado para as buscas ficava aproximadamente 80 quilômetros da foz do Rio Oiapoque, já em águas sob jurisdição francesa.

Com isso, as equipes brasileiras não puderam prosseguir diretamente com as buscas no local. As autoridades brasileiras entraram em contato com os órgãos de segurança e salvamento da Guiana Francesa para comunicar a ocorrência e solicitar o prosseguimento das buscas.

Nesta terça-feira (18), uma das vítimas desaparecidas foi encontrada morta. Uma segunda pessoa continua desaparecida.

Segundo os Bombeiros, a embarcação não tinha estrutura adequada para enfrentar as condições de navegação na região de fronteira. Fotos: Rodrigo Índio/Arquivo SelesNafes.com

O major Izídio Júnior, porta-voz do CBM em Macapá, informou que as equipes permanecem em apoio no município de Oiapoque. Até o momento, não há novas informações sobre a vítima que continua desaparecida.

Segundo o major, as equipes que estão na região permanecem incomunicáveis, o que dificulta a atualização do caso em tempo real. Foi o major Izídio quem repassou os relatórios e as informações oficiais sobre a ocorrência.

Ainda segundo informações repassadas ao Corpo de Bombeiros na fronteira, há a suspeita de que os tripulantes realizavam atividades de pesca e também de garimpo na região de fronteira. Durante reunião entre as instituições envolvidas na ocorrência, foi relatado que embarcações são utilizadas por garimpeiros para circulação na área, muitas vezes durante a madrugada e em condições consideradas de risco.

O Corpo de Bombeiros ressaltou que não apoia atividades ilegais de garimpo e alertou para os riscos da navegação em uma região de mar revolto e próxima ao oceano, especialmente quando são utilizadas embarcações sem estrutura adequada.

Ainda conforme o relato dos sobreviventes, a embarcação envolvida no acidente não teria estrutura apropriada para enfrentar as condições da região.

As autoridades brasileiras seguem acompanhando o caso e mantendo contato com os órgãos responsáveis na Guiana Francesa para obter novas informações sobre a vítima que permanece desaparecida.

Seles Nafes
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