Médico teria pago R$ 50 mil a policial para matar empresário por suposta traição da esposa

Polícia Civil aponta motivação passional para execução de Cairo Gutemberg Ribeiro, em Castanhal; quatro suspeitos foram presos
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Por PEDRO PESSOA, de Belém (PA)

Um médico, um policial militar e outras duas pessoas foram presas nesta terça-feira (18) durante uma operação que investiga a execução do empresário Cairo Gutemberg Ribeiro, morto a tiros em janeiro deste ano, em Castanhal, a 70 km de Belém, no Pará. Segundo a Polícia Civil, o assassinato teria sido encomendado por R$ 50 mil, e a principal linha de investigação aponta para motivação passional.

A Operação Veritas cumpriu mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão em Bragança, Concórdia do Pará e Ananindeua. Entre os presos está o médico ginecologista e obstetra Joaquim Pereira Neto, apontado pela investigação como suposto mandante do homicídio.

Execução registrada por câmeras

Cairo foi morto na noite de 11 de janeiro, em frente ao próprio estabelecimento comercial, no centro de Castanhal. Câmeras de segurança registraram a execução. As imagens mostram o empresário dentro da caminhonete estacionada em frente à loja. Pouco depois, dois homens chegam em uma motocicleta.

Cairo Gutemberg teria um relacionamento com a esposa do médico

O passageiro desce, aproxima-se da vítima e efetua vários disparos à queima-roupa. Mesmo ferido, Cairo ainda consegue sair do veículo, mas cai logo depois. Ele morreu no local antes da chegada do socorro.

Segundo a Polícia Civil, Joaquim Pereira Neto teria descoberto um suposto relacionamento extraconjugal entre a esposa dele e Cairo. A investigação aponta que, após a descoberta, o médico teria contratado o policial militar Felipe Pessoa Gonçalves para matar o empresário. O valor supostamente acertado para a execução seria de R$ 50 mil.

Felipe, soldado da Polícia Militar, é apontado como o responsável pelos disparos. Paulo Victor Vaz Andrade, amigo do PM, teria pilotado a motocicleta utilizada na execução e na fuga. A quarta investigada é Sintia Morais das Chagas, companheira de Felipe. De acordo com a Polícia Civil, os elementos reunidos até o momento indicam possível atuação coordenada do grupo, com divisão de tarefas envolvendo preparação, monitoramento, apoio logístico e execução do homicídio.

Médico em férias…

Médico foi preso dentro do hospital

Empresário foi atingido por diversos tiros dentro do carro

Médico preso dentro de hospital

Joaquim Pereira Neto foi preso dentro de um hospital em Bragança. Os demais mandados foram cumpridos em Concórdia do Pará e Ananindeua. Para chegar aos suspeitos, os investigadores analisaram imagens de sistemas de monitoramento, ouviram testemunhas, fizeram levantamentos de campo e examinaram dados extraídos do celular da vítima.

A polícia também reconstruiu os deslocamentos dos investigados antes e depois do assassinato e identificou um imóvel que teria sido usado como ponto de apoio para a preparação do crime. Laudos de reconhecimento facial e de perícia prosopográfica também integraram a investigação. Como um dos investigados é policial militar, a Corregedoria da Polícia Militar acompanhou o cumprimento das medidas judiciais.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer todos os detalhes do homicídio e individualizar a participação de cada investigado. Os quatro são tratados como suspeitos, e as responsabilidades ainda serão analisadas pela Justiça.

Seles Nafes
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