Universitários são investigados por lista que classifica sexualmente mais de 60 mulheres

Caso ocorreu em Belém e está sendo apurado pela Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos; estudante admitiu ter contribuído com o material
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Por PEDRO PESSOA, de Belém (PA)

A Polícia Civil do Pará investiga a suposta elaboração e circulação de uma lista com nomes e fotografias de mais de 60 mulheres entre estudantes de instituições particulares de ensino superior de Belém. Algumas das mulheres expostas seriam adolescentes. Entre os envolvidos no caso estaria um estudante de Medicina.

O material teria circulado em grupos virtuais frequentados pelos universitários. Além das fotografias, a lista apresentava classificações e avaliações de cunho sexual sobre as mulheres. Uma das categorias utilizadas seria “comível”. Segundo informações registradas em boletim de ocorrência, as imagens teriam sido retiradas de perfis no Instagram. Entre as pessoas incluídas estariam universitárias e jovens ligadas a escolas de ensino médio.

Caso chegou à polícia

Um dos estudantes que teve contato com a situação, Bruno César, procurou a Polícia Civil e registrou boletim de ocorrência na Delegacia Virtual. O caso foi inicialmente registrado como difamação. No relato, ele afirma que tomou conhecimento da lista enquanto estava em um ambiente virtual com amigos e chegou a advertir um dos participantes sobre a gravidade da exposição das mulheres e as possíveis consequências da conduta.

Ainda segundo o boletim, mesmo após o alerta, outra lista teria sido produzida com dezenas de fotografias retiradas de perfis do Instagram. Bruno afirma que posteriormente percebeu que duas primas dele também estavam entre as mulheres expostas. O estudante declarou ainda à polícia que o episódio provocou reflexos no ambiente acadêmico e que passou a se sentir ameaçado e discriminado.

Polícia investiga exposição sexual das vítimas

Estudante admitiu ter “contribuído” para a lista de mulheres

Estudante pediu perdão

Estudante admite participação e pede perdão

Um dos estudantes citados no caso, Zeno de Lucas Almeida Ribeiro, manifestou-se nas redes sociais e reconheceu ter contribuído para a elaboração do material, embora tenha negado ser o responsável pela criação da lista. Ele afirmou ter fornecido ideias e imagens para a produção do conteúdo e disse estar arrependido. Em outra manifestação, declarou que apenas repassava fotografias solicitadas. Zeno também alegou que Bruno Drian Lima e Jean Vitor não participaram da criação da imagem que passou a circular e atribuiu a idealização e produção do material a outra pessoa, cuja identidade não revelou publicamente.

A Polícia Civil informou que a investigação está sob responsabilidade da Diretoria Estadual de Combate a Crimes Cibernéticos (DECCC) e tramita sob sigilo.

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