Médicos são indiciados por morte de empresária após múltiplos procedimentos

Cirurgião responsável pelo procedimento também foi indiciado por falsidade ideológica; família afirma que busca respostas e JustiçaA Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte da empresária Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, que morreu após passar por uma cirurgia plástica em Belém. Quatro médicos envolvidos no atendimento da jovem foram indiciados por homicídio culposo majorado. O cirurgião responsável pelo procedimento também foi indiciado por falsidade ideológica. A conclusão do inquérito ocorre quase um mês após a morte da empresária e poucos dias depois de a família receber o laudo do Instituto Médico Legal (IML), que apontou choque hemorrágico associado à síndrome compartimental abdominal. Em meio às novas informações da investigação, Ana Caroline Coelho, irmã de Giovanna, voltou às redes sociais para explicar por que havia se afastado da exposição pública nos últimos dias. Segundo ela, a família decidiu se resguardar depois de receber o laudo e tentar, pela primeira vez desde a morte, viver o luto. “Quando a gente tá vivendo no caos, no olho do furacão, a gente não consegue viver o nosso luto, e era isso que tava acontecendo. Eu não conseguia viver o luto da minha irmã”, afirmou. Ana Caroline também disse que a família não busca vingança e que espera que as investigações esclareçam o que aconteceu com Giovanna. “A gente não está com sentimentos de ira ou algo assim. Não. A gente só quer entender o que aconteceu com a minha irmã”, declarou. Quatro médicos indiciados De acordo com a conclusão da investigação, o cirurgião plástico responsável pela operação, o anestesista e dois médicos que estavam de plantão durante o período de internação de Giovanna foram indiciados por homicídio culposo majorado. Segundo as informações divulgadas sobre o inquérito, os investigadores analisaram a atuação dos profissionais durante a cirurgia e no período em que o estado de saúde da empresária começou a piorar. No caso dos dois plantonistas, a investigação aponta que eles teriam sido acionados para avaliar Giovanna durante a internação, mas não teriam ido até o leito da paciente. O cirurgião plástico também foi indiciado por falsidade ideológica. Segundo a investigação, teriam sido inseridas informações falsas no prontuário médico de Giovanna depois da morte da empresária. O indiciamento representa a conclusão da Polícia Civil sobre os elementos encontrados durante a investigação. Isso não significa condenação. O caso seguirá para as próximas etapas, com análise do Ministério Público e eventual processo na Justiça. Laudo apontou causa da morte O laudo do IML apontou choque hemorrágico associado à síndrome compartimental abdominal como causa da morte. Giovanna passou pela cirurgia no dia 7 de agosto e morreu no dia seguinte. De acordo com relatos da família, após o procedimento, ela começou a sentir fortes dores e tentou buscar auxílio. O estado de saúde piorou e a empresária sofreu paradas cardíacas antes de morrer. No pronunciamento mais recente, a irmã afirmou que o resultado do laudo trouxe informações que a família já suspeitava, mas que o processo continua sendo doloroso. Com a conclusão do inquérito, Ana Caroline reforçou que a família espera que as responsabilidades sejam definidas pelas autoridades. “A gente só quer entender por que ela passou por tudo isso e que sejam investigadas as pessoas e que elas sejam culpabilizadas. Que a Justiça seja feita”, afirmou. A irmã também disse que a família deve diminuir a exposição nas redes sociais e acompanhar os próximos passos do caso por meio dos advogados, enquanto tenta retomar a rotina e enfrentar o luto.
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Por PEDRO PESSOA, de Belém (PA)

A Polícia Civil concluiu a investigação sobre a morte da empresária Giovanna Coelho Gomes, de 29 anos, que morreu após passar por uma cirurgia plástica em Belém. Quatro médicos envolvidos no atendimento da jovem foram indiciados por homicídio culposo majorado. O cirurgião responsável pelo procedimento também foi indiciado por falsidade ideológica.

A conclusão do inquérito ocorre quase um mês após a morte da empresária e poucos dias depois de a família receber o laudo do Instituto Médico Legal (IML), que apontou choque hemorrágico associado à síndrome compartimental abdominal.

Em meio às novas informações da investigação, Ana Caroline Coelho, irmã de Giovanna, voltou às redes sociais para explicar por que havia se afastado da exposição pública nos últimos dias. Segundo ela, a família decidiu se resguardar depois de receber o laudo e tentar, pela primeira vez desde a morte, viver o luto.

“Quando a gente tá vivendo no caos, no olho do furacão, a gente não consegue viver o nosso luto, e era isso que tava acontecendo. Eu não conseguia viver o luto da minha irmã”, afirmou.

Ana Caroline também disse que a família não busca vingança e que espera que as investigações esclareçam o que aconteceu com Giovanna.

“A gente não está com sentimentos de ira ou algo assim. Não. A gente só quer entender o que aconteceu com a minha irmã”, declarou.

Quatro médicos indiciados

De acordo com a conclusão da investigação, o cirurgião plástico responsável pela operação, o anestesista e dois médicos que estavam de plantão durante o período de internação de Giovanna foram indiciados por homicídio culposo majorado.

Segundo as informações divulgadas sobre o inquérito, os investigadores analisaram a atuação dos profissionais durante a cirurgia e no período em que o estado de saúde da empresária começou a piorar.

No caso dos dois plantonistas, a investigação aponta que eles teriam sido acionados para avaliar Giovanna durante a internação, mas não teriam ido até o leito da paciente.

O cirurgião plástico também foi indiciado por falsidade ideológica. Segundo a investigação, teriam sido inseridas informações falsas no prontuário médico de Giovanna depois da morte da empresária.

O indiciamento representa a conclusão da Polícia Civil sobre os elementos encontrados durante a investigação. Isso não significa condenação. O caso seguirá para as próximas etapas, com análise do Ministério Público e eventual processo na Justiça.

Laudo apontou causa da morte

O laudo do IML apontou choque hemorrágico associado à síndrome compartimental abdominal como causa da morte.

Giovanna passou pela cirurgia no dia 7 de agosto e morreu no dia seguinte. De acordo com relatos da família, após o procedimento, ela começou a sentir fortes dores e tentou buscar auxílio. O estado de saúde piorou e a empresária sofreu paradas cardíacas antes de morrer.

No pronunciamento mais recente, a irmã afirmou que o resultado do laudo trouxe informações que a família já suspeitava, mas que o processo continua sendo doloroso.

Com a conclusão do inquérito, Ana Caroline reforçou que a família espera que as responsabilidades sejam definidas pelas autoridades.

“A gente só quer entender por que ela passou por tudo isso e que sejam investigadas as pessoas e que elas sejam culpabilizadas. Que a Justiça seja feita”, afirmou.

A irmã também disse que a família deve diminuir a exposição nas redes sociais e acompanhar os próximos passos do caso por meio dos advogados, enquanto tenta retomar a rotina e enfrentar o luto.

Seles Nafes
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