Porto Grande (AP)
Famílias ribeirinhas das regiões de Porto Grande e Ferreira Gomes decidiram participar do Dia do Grito dos Excluídos com uma manifestação diferente. Os moradores realizaram uma “rabetaça”, referência às rabetas, pequenas embarcações que estão entre os principais meios de transporte das comunidades da região.

Dezenas de moradores da região do Araguari se mobilizaram
Em 32 anos de Grito dos Excluídos (sempre no Dia da Independência), foi a primeira vez que o ato foi realizado em Porto Grande, cidade a 105 km de Macapá. A mobilização foi encabeçada pelo Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e contou com a participação de organizações e representantes de diferentes segmentos sociais.
Entre os objetivos do protesto estavam chamar atenção para os impactos ambientais e sociais provocados pela geração de energia nas hidrelétricas da região e discutir os efeitos de fenômenos climáticos sobre as comunidades.

Após a rabetaça, famílias se concentraram numa das margens do rio Araguari

…ato teve participação de várias entidades
Os manifestantes também alertaram para os prejuízos provocados por uma praga que vem atingindo o cultibo de mandioca em vários municípios do Amapá, afetando uma das principais atividades agrícolas de comunidades rurais, a produção de farinha.
“Tivemos participação da Comissão Pastoral da Terra, colônias de pesca, ONG Sementes do Araguari”, explicou o presidente do Movimento dos Atingidos por Barragens, Moroni Guimarães, que esteve à frente do ato.
