Foragido monitorado é preso em área ribeirinha após descumprir medida protetiva

Monitorado rompeu a restrição judicial e foi localizado com apoio da PM Fluvial
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Por OLHO DE BOTO, de Macapá (AP)

Um homem de 44 anos, identificado como Ronivaldo Batista de Souza, foi preso no início da manhã desta sexta-feira (11), na localidade do Rio Cajari, região ribeirinha do Amapá, após descumprir uma medida protetiva que o proibia de se aproximar da vítima.

A prisão foi realizada por uma equipe da Central de Monitoramento Eletrônico do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), com apoio da Companhia Fluvial da Polícia Militar.

Segundo Everton Nunes, policial penal e gerente da Central de Monitoramento Eletrônico do Iapen, o suspeito estava sendo monitorado em razão de uma medida protetiva de urgência relacionada a um caso de violência contra a mulher.

A situação foi identificada durante uma ação da Operação Mulher Segura, que estava sendo realizada na região da Comarca de Mazagão. Conforme o policial penal, o sistema de monitoramento apontou que Ronivaldo havia deixado a região de Santana e se deslocado para o Rio Cajari, onde também estava a vítima.

“Ele estava em descumprimento pelo fato de estar próximo da vítima. Ele está usando tornozeleira por conta de medida protetiva de urgência”, explicou Everton.

Diante da informação, a Central de Monitoramento encaminhou um relatório ao Poder Judiciário. O juízo da comarca expediu um mandado de prisão e a equipe iniciou os preparativos para localizar o monitorado.

Sistema apontou a aproximação do suspeito com a vítima em área ribeirinha. Fotos: Olho de Boto/SelesNafes.com

Como o destino ficava em uma área ribeirinha, foi necessário solicitar apoio da Companhia Fluvial. A equipe deixou Macapá por volta da meia-noite e chegou à região por volta das 3h30. Os policiais aguardaram o momento adequado para cumprir o mandado e localizaram o suspeito.

De acordo com Everton, o equipamento de monitoramento estava funcionando, mas apresentou limitações na região onde o homem foi encontrado.

“A tornozeleira apresentou problema porque funciona somente em locais onde tem comunicação de satélite, de chip de celular com satélite. Nessa localidade não tem comunicação”, explicou.

Segundo o policial penal, a vítima também mora na região do Rio Cajari e vinha tentando evitar o contato com o suspeito.

“A vítima também está domiciliada nessa região e constantemente a gente mantém conversas com ela. Ela estava se escondendo dele, tentando manter-se sempre protegida”, relatou.

Preso nega ameaça
Após ser detido, Ronivaldo afirmou que utiliza tornozeleira eletrônica há cerca de dois meses e negou ter ameaçado a mulher.

Questionado sobre a medida protetiva, disse que deveria manter uma distância de aproximadamente 200 metros da vítima, que inicialmente identificou como prima, mas depois corrigiu para sobrinha.

Ele afirmou que o conflito estaria relacionado a uma disputa por um terreno.

“Eu comprei um terreno lá, e ela quer se apossar do terreno”, declarou.

Ronivaldo também negou ter ameaçado a mulher e disse desconhecer exatamente por qual crime responde.

“Não sei. Só quem sabe é meu advogado”, afirmou.

Sobre sua presença no Rio Cajari, ele alegou que possui uma casa e um terreno na localidade.

Questionado se sabia que não poderia deixar a área determinada pela Justiça, respondeu que não tinha conhecimento da restrição. Ele foi conduzido ao Ciosp de Santana após o cumprimento do mandado de prisão.

Seles Nafes
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