Por LEONARDO MELO, de Macapá (AP)
A música amapaense perdeu nesta sexta-feira (11) uma de suas vozes. A cantora Júlia Medeiros morreu em Macapá depois de enfrentar um câncer em estágio terminal. Nos últimos dias, ela recebia cuidados paliativos e estava bastante debilitada.
Natural de Ourém, no Pará, Júlia tinha cerca de 40 anos de trajetória na música. Começou a cantar ainda jovem e construiu no Amapá uma carreira que passou por bares, festas, carnavais, festivais e grandes programações culturais.
“Trabalhos juntos por mais de 40 anos, e agradeço a Deus por ela ter me colocado nos melhores lugares. Passamos perrengues no início da nossa vida, mas só quero guardar boas lembranças”, comentou o viúvo Raimundo Nascimento Araújo, que tocava junto com Júlia.
“As pessoas sempre diziam que a voz dela parecia com a da Alcione”, acrescenta.

Júlia se dividia entre eventos, palcos da noite e festivais

A cantora estava recebendo cuidados paliativos. Fotos: Reprodução
Quem acompanhava a cena musical de Macapá certamente já cruzou com Júlia em algum palco. Ela cantou no Mercado Central, no Teatro das Bacabeiras e em vários outros espaços da cidade. Também dividiu apresentações com nomes conhecidos da música amapaense e chegou a gravar o CD “Realidade”.
Nos últimos dias, amigos, músicos e familiares se mobilizaram para ajudar com os custos dos cuidados de que ela precisava. A corrente de solidariedade mostrou o quanto Júlia era querida por quem conviveu com ela e acompanhou sua caminhada na música.
Nesta sexta-feira, foi dia de dar adeus. Familiares, amigos, artistas e admiradores compareceram ao velório para prestar as últimas homenagens e relembrar histórias de uma cantora que passou boa parte da vida fazendo aquilo de que mais gostava: cantar.
