Rayssa falta à 4ª entrevista e pode ser eleita sem dizer uma palavra ao vivo

Após ausências na Globo e Record, candidata também não compareceu à entrevista da CBN e ainda não respondeu perguntas ao vivo
Compartilhamentos

Por SELES NAFES, de Macapá

Pela primeira vez na história política do Amapá, a candidata que lidera pesquisas ao Senado poderá terminar a campanha eleitoral sem ter dito nenhuma palavra ao vivo em emissoras de rádio, televisão ou programas na internet. A candidata ao Senado pelo Podemos, Rayssa Furlan, faltou à nova rodada de entrevistas promovida pela Rede Amazônica, desta vez na rádio CBN, emissora do grupo. A participação estava agendada para a última sexta-feira (11), mas foi cancelada.

“A assessoria de imprensa da candidata informou que não será possível ela participar em função de compromissos de campanha”, informou ao vivo, por volta das 9h30, o apresentador Daian Andrade, durante o CBN Notícias, lendo uma nota que virou um padrão para situações idênticas.

Até agora, Rayssa não participou de nenhuma entrevista ou debate ao vivo nas emissoras de rádio e televisão para os quais foi convidada. No início do mês, ela também não compareceu às entrevistas do Bom Dia Amazônia (Rede Amazônica/Globo), e do Balanço Geral (TV Equinócio/Record).

Segundo duas fontes próximas à campanha da ex-primeira-dama, a estratégia seria preservar a candidata por causa de dificuldades de comunicação em situações ao vivo e também evitar questionamentos sobre temas considerados sensíveis, incluindo temas como desenvolvimento econômico e educação, e mais espinhosos como as 6 operações da Polícia Federal que tiveram Rayssa e o ex-prefeito Antônio Furlan (PSD) entre os alvos.

Na mais recente dessas operações, deflagrada em 4 de março, Furlan foi afastado do cargo de prefeito por decisão judicial, a pedido da Polícia Federal. Rayssa e Furlan ainda não explicaram publicamente a origem de R$ 3 milhões em contas do casal durante a construção do Hospital Municipal, informação apontada em relatórios da PF e do MPF na Operação Paroxismo.

O próximo comprimisso será em 25 de setembro, quando está previsto o debate da Rede Amazônica entre os principais candidatos ao Senado. Rayssa foi convidada, mas o senador e aliado Lucas Barreto (PSD) já deu sinais de que ela poderá não participar de programas desse tipo durante a campanha.

“Vou representá-la”, afirmou Lucas Barreto durante entrevista à Diário FM (onde ela também faltou), alegando estar protegendo a colega. 

Até o momento, a principal forma de ouvir Rayssa durante a campanha tem sido por meio de vídeos previamente gravados, geralmente curtos e editados, exibidos no horário eleitoral ou publicados em recortes nas redes sociais. 

Seles Nafes
Compartilhamentos
Insira suas palavras de pesquisa e pressione Enter.
error: Conteúdo Protegido!!