Influenciadora suspeita de envolvimento na morte de PM é assassinada ao deixar prisão

Evelyn Lima Dantas foi retirada de casa por criminosos e morta a tiros na frente do imóvel; suspeitos deixaram a sigla “TCP” no local
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Por PEDRO PESSOA, de Belém (PA)

A influenciadora digital Evelyn Lima Dantas foi morta a tiros na madrugada desta quarta-feira (16), em Mãe do Rio, a 178 km de Belém, no nordeste do Pará. O crime aconteceu por volta das 3h30, em uma residência localizada no Bairro São Francisco. Segundo informações policiais, dois homens teriam invadido a casa onde Evelyn estava. O pai dela foi rendido, e a influenciadora, levada para a frente do imóvel, onde foi atingida por vários disparos. Ela morreu no local. Depois do crime, os suspeitos fugiram de carro.

Ainda conforme o relato registrado pela polícia, antes de fugir, os criminosos teriam pichado a sigla “TCP” na frente da residência, nome da facção “Terceiro Comando Puro”. No entanto, uma eventual relação da inscrição com o homicídio deverão ser apurados durante a investigação. A PM foi acionada pouco antes das 4h, após moradores relatarem ter ouvido tiros. Equipes das polícias Civil, Militar e Científica estiveram no endereço. O corpo foi removido para os procedimentos periciais.

Até o momento, não há informações sobre a identificação ou prisão dos autores. A motivação do homicídio também não foi esclarecida.

Corpo da influenciadora em frente ao imóvel. Fotos: Reprodução

Influenciadora havia deixado a prisão 4 dias antes

Evelyn havia deixado o presídio feminino de Ananindeua no último sábado (12), quatro dias antes de ser assassinada. A soltura ocorreu por decisão da Justiça do Pará. Segundo as informações divulgadas sobre a decisão, a Justiça considerou que não haviam surgido novos elementos capazes de reforçar os indícios de participação dela no assassinato de um sargento da Polícia Militar. A influenciadora, que também havia sido autuada por suspeita de tráfico de drogas, passou a cumprir medidas cautelares, entre elas monitoramento eletrônico e recolhimento domiciliar.

Ela havia sido presa em 30 de julho, durante uma operação das forças de segurança realizada em Mãe do Rio e Paragominas. Na época, era investigada por suspeita de prestar apoio logístico a integrantes de um grupo investigado pela morte do militar.

Durante as diligências, segundo a investigação divulgada à época, Evelyn teria indicado aos policiais um endereço onde estavam materiais supostamente utilizados pelo grupo. No local, foram encontrados dois carregadores alongados de pistola, entorpecentes e uma balança de precisão.

A operação daquele período terminou com cinco pessoas presas, uma adolescente apreendida e cinco suspeitos mortos em confrontos com policiais, além da apreensão de armas, munições e drogas.

Possível relação da facção com o crime será investigada

Morte de sargento deu início à investigação

O caso que levou à prisão de Evelyn começou com o assassinato de um sargento da Polícia Militar, morto a tiros na noite de 29 de julho, em frente a um supermercado de Mãe do Rio. O militar também havia comandado a Guarda Municipal da cidade.

De acordo com a Polícia Civil, quatro homens encapuzados chegaram ao local em um Citroën C4 Cactus de cor grafite e efetuaram vários disparos contra o sargento, principalmente na região da cabeça. Os criminosos fugiram após o ataque.

Seles Nafes
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