Por PEDRO PESSOA, de Belém (PA)
Um recém-nascido de apenas 5 dias foi resgatado durante uma investigação da Polícia Civil sobre um suposto esquema de tráfico de pessoas para adoção ilegal, em Altamira, a 800 km de Belém, no sudoeste do Pará. Duas mulheres e um homem foram presos em flagrante suspeitos de envolvimento no caso.
A criança foi localizada na segunda-feira (14) e encaminhada ao Conselho Tutelar. O menino está bem de saúde e permanece em acolhimento enquanto a Justiça analisa quem deverá ficar responsável pela guarda.
Mãe teria usado documento de outra mulher no hospital
De acordo com as informações da investigação, a mãe biológica deu entrada no Hospital Geral de Altamira no dia 9 de setembro, quando teria apresentado documentos pertencentes a outra mulher para realizar o parto.
Ela recebeu alta dois dias depois. Após deixar o hospital, o bebê teria sido entregue a pessoas investigadas pela polícia. A apuração aponta ainda que a mãe teria mudado de ideia e tentado recuperar o filho. Nesse momento, segundo a Polícia Civil, ela teria sido informada de que precisaria pagar R$ 200 mil para ter a criança de volta.

Uma mulher da Bahia chegou em Altamira para receber a criança…
Suspeita teria viajado da Bahia
Uma das mulheres investigadas teria viajado da Bahia até Altamira para ficar com o recém-nascido. A suspeita também teria tentado registrar a criança em um cartório do município, mas não conseguiu concluir o procedimento.
Durante a ação policial, o bebê foi encontrado com o grupo. Duas mulheres e um homem foram presos em flagrante e levados para a Seccional Urbana de Altamira. Os suspeitos passaram por audiência de custódia na terça-feira (15).
A mãe biológica também foi ouvida. Conforme a investigação, ela teria recebido ajuda durante a gestação e deverá responder pelo caso, mas foi liberada após prestar depoimento.

….e tentou registrá-la em seu nome
Investigação continua
O caso está sob responsabilidade da Delegacia Especializada no Atendimento à Criança e ao Adolescente (Deaca) de Altamira e tramita sob sigilo. A Polícia Civil investiga se há outras pessoas envolvidas, além das circunstâncias da entrega e de qual seria o destino planejado para o recém-nascido. A previsão é que a investigação seja concluída em até dez dias.
Enquanto isso, a criança permanece acolhida, e a definição sobre a guarda ficará a cargo da Justiça.
