Número 2 da Petrobras diz que ‘1º poço está quase no fim’ e outros 3 serão perfurados em 2027

Diretora de Exploração e Produção disse no fórum "ROG.e 2026" que novos poços ajudarão a definir o tamanho da descoberta de petróleo na costa do Amapá
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Por SELES NAFES, de Macapá

A diretora de Exploração e Produção da Petrobras, Sylvia Anjos, revelou que a perfuração do poço Morpho, onde a companhia encontrou petróleo na costa do Amapá, está perto do fim. A executiva também confirmou que os outros três poços previstos para avaliar a descoberta serão perfurados em 2027. As declarações foram dadas durante a ROG.e 2026, um dos maiores eventos do setor de petróleo e gás do país, realizado no Rio de Janeiro.

A perfuração do Morpho começou em outubro do ano passado, após quase uma década de espera pelo licenciamento ambiental. O poço fica no bloco FZA-M-59, a cerca de 175 quilômetros da costa do Amapá, próximo a Oiapoque, e em lâmina d’água de aproximadamente 2,8 mil metros. Em agosto, a Petrobras anunciou a descoberta de petróleo na área. Análises preliminares indicaram óleo leve e de boa qualidade.

Agora, a Petrobras precisa avançar na avaliação da descoberta para saber principalmente quanto petróleo existe no reservatório. Para isso, a companhia pretende perfurar outros três poços no mesmo bloco — Manga, PAD Morpho e Crotalus — sequencialmente ao longo de 2027.

Diretores da Agência Amapá apresentam cenário econômico para investidores do setor de petróleo e gás. Fotos: Iago Fonseca

Estande do Amapá recebeu quase 1 mil visitantes em dois dias

“Aí, sim, a gente vai poder avaliar qual é o potencial real. A gente sabe que tem óleo, mas qual é a quantidade? A qualidade a gente já sabe que é boa, mas qual é essa reserva [tamanho]? Tudo isso a gente vai saber depois desses três poços”, explicou Sylvia.

A atividade, por enquanto, está concentrada no bloco onde ocorreu a descoberta. A Petrobras, no entanto, possui participação em outros blocos na região e aguarda o avanço de licenciamentos ambientais para ampliar a campanha exploratória. Durante a ROG.e, Sylvia voltou a destacar que a obtenção dessas licenças é uma etapa importante para os próximos investimentos da companhia na região.

“Tem muita atividade dependendo da licença ambiental. Estamos torcendo para termos boas descobertas, e não podem ser boas apenas para alguns. Têm que ser boas para todo o povo do Amapá”, afirmou.

A ROG.e 2026 termina nesta quinta-feira (24), no Rio de Janeiro. O Amapá participa do evento com estande próprio e representantes da Agência Amapá de Desenvolvimento, em uma programação que reúne grandes empresas nacionais e internacionais da indústria de petróleo e gás.

Palestras ocorrem no estande do Amapá

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