Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
O candidato ao governo do Amapá Antônio Furlan (PSD) não compareceu ao primeiro debate desta eleição na televisão, evitando o confronto direto com seu principal adversário, o atual governador Clécio Luís (União). No mesmo horário, o ex-prefeito preferiu conceder entrevista à Forte FM.
Representantes dos três candidatos convidados — Clécio, Delegado Marcos e Furlan — haviam confirmado participação no programa no início do mês. Mas, por volta das 18h, o apresentador Luís Eduardo leu uma nota enviada pela assessoria de comunicação de Furlan, informando que ele não poderia comparecer em função de outro compromisso que já havia sido marcado previamente.
Furlan perdeu a oportunidade de responder quais seriam suas prioridades para os primeiros 100 dias de um possível mandato. Clécio iniciou a resposta ressaltando que o debate entre candidatos é um dos momentos mais importantes de qualquer processo eleitoral e que decidiu participar do confronto na TV Equinócio de peito aberto para apontar avanços.
“Como fizemos muito, temos muita autoridade para falar. Nos 100 primeiros dias estaremos entregando mais quatro grandes hospitais. Já entreguei seis e tenho oito em obras”, adiantou.

Mediador Luís Eduardo leu uma nota da assessoria de Furlan informando que ele tinha outro compromisso. Fotos: Leonardo Melo
Clécio também acrescentou que pretende intensificar os investimentos em segurança pública. “Especialmente porque vivemos um momento de tentativa das facções de entrar na política. Isso quem diz é a PF. Existem candidatos com ligações com o crime organizado nessa eleição”, acrescentou.
O governador voltou a lamentar a ausência de Furlan.
“Não é só a ausência física, é o desrespeito e ignorar que o povo esperava que ele estivesse aqui. Isso é desrespeitar o povo e a emissora. O povo quer ouvir o candidato não apenas na rede social. Deixa a população sem respostas de coisas muito graves do que está acontecendo hoje, e ele sabe do que eu estou falando. Ele nunca explicou nada”, disparou, referindo-se às acusações de suposta ligação de Furlan com o crime organizado nas eleições de 2024 e às investigações sobre supostos desvios de dinheiro na prefeitura.
