Por RODRIGO ÍNDIO, de Macapá (AP)
A Polícia Civil prestou esclarecimentos sobre o andamento das investigações que apuram a morte do subcomandante do 1º Batalhão da Polícia Militar do Amapá (PM-AP), major Anderson Fernandes. O oficial foi morto a tiros na manhã de domingo (27), após uma confusão na Avenida Padre Júlio, em Macapá.
Em coletiva à imprensa, o diretor do Departamento de Polícia da Capital, delegado Leonardo Leite, enfatizou que a liberação de três dos quatro policiais penais apresentados ocorreu por falta de elementos visuais conclusivos sobre a conduta individual de cada um no local, e não por absolvição.
“O fato de não ter sido feito o procedimento flagrancial em relação a três dos envolvidos não significa que eles sejam inocentes. Eles continuam figurando como investigados, foram afastados de suas funções e tiveram seus armamentos apreendidos para que a investigação seja entregue de forma mais qualificada, dada a complexidade do caso”, pontuou o delegado.

Major Anderson: delegado explicou que todos os policiais penais continuam sendo investigados, apesar de 3 não terem ficado presos
Confusão começou enquanto ingeriam bebida e perícia busca definir primeiro disparo
As investigações e relatos colhidos indicam que a confusão teve início momentos antes no interior do estabelecimento, onde os envolvidos ingeriam bebidas alcoólicas. Um desentendimento banal por espaço provocou o atrito inicial entre as partes que, segundo a defesa, não se conheciam e nem sabiam que eram todos agentes de segurança pública.
O confronto escalou para a área externa, onde ocorreu a troca de tiros. A Polícia Civil e a Perícia Técnico-Científica trabalham agora para esclarecer pontos cruciais da dinâmica, incluindo a apuração exata de quem efetuou o primeiro disparo que atingiu o oficial, além da origem e trajetória dos projéteis para determinar qual tiro causou a lesão fatal.

Confusão começou dentro de um estabelecimento durante consumo de bebidas e terminou em troca de tiros na Avenida Padre Júlio
Análise de vídeos e situação dos envolvidos
Quatro policiais penais apresentaram-se no Ciosp do Pacoval. Com base na análise preliminar de registros em vídeo e depoimentos, o delegado plantonista autuou em flagrante apenas Uzias Palmerim de Santana Júnior pelo crime de homicídio qualificado.
As imagens mostram que Uzias teria efetuado disparos pelas costas do major e foi apontado como o último a atirar. A audiência de custódia do agente está agendada para esta segunda-feira (28).
Para os outros três policiais penais, a ausência de elementos visuais cristalinos impediu a lavratura do flagrante imediato. Contudo, todos permanecem como investigados no inquérito policial, com armamentos recolhidos para perícia e afastamento preventivo das funções.

Major Anderson Fernandes foi sepultado sob forte comoção de familiares e colegas de farda
Comoção na corporação
O major Anderson Fernandes ingressou na Polícia Militar do Amapá em 2011 e atuava como subcomandante do 1º BPM. O oficial deixa cinco filhos. O velório teve início na noite de domingo e o sepultamento foi marcado para esta segunda-feira (28), sob forte comoção de familiares e colegas de farda.

