Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
Uma tentativa de antecipar a eleição da presidência da Câmara de Macapá, sem a condução da mesa diretora como determina o regimento interno, fracassou na tarde desta sexta-feira (9). Um grupo de 12 vereadores, ligado à candidatura do ex-presidente Marcelo Dias (PRD), convocou uma sessão extraordinária para tentar derrubar o calendário que prevê a votação para 30 de dezembro. A iniciativa, porém, terminou sem quórum, depois que o vereador Cláudio Góes (Solidariedade) deixou o plenário.
A movimentação faz parte da disputa pelo comando do Legislativo entre Marcelo Dias e o atual presidente, Pedro Dalua (União), que se licenciou do exercício do cargo de prefeito interino. Os aliados de Marcelo pretendiam anular o edital que estabeleceu as novas datas, mas foram surpreendidos por um despacho da Presidência da Câmara que considerou irregular a convocação da sessão.
O documento apontou que os vereadores não respeitaram o prazo mínimo de 24 horas exigido pelo Regimento Interno. Cláudio Góes, que participou inicialmente da reunião, decidiu se retirar após tomar conhecimento da decisão. Ele afirmou que não seria contrário à antecipação, desde que fossem cumpridas as regras.
“Se o momento é de pacificação, não dá para começar dessa forma conflituosa com nossos pares”, declarou.
Suposta agressão
A sessão também foi marcada por uma denúncia de agressão envolvendo Diego Santos, ex-secretário de Comunicação de Antônio Furlan e integrante da equipe de transição do governador eleito. Segundo o relato, ele teria entrado na sala de transmissão da Câmara e agredido uma servidora que registrava sua presença em vídeo. A funcionária procurou a polícia e registrou boletim de ocorrência.
No ano passado, o Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) já havia determinado que a eleição não fosse antecipada, fixando como data limite 31 de dezembro de 2026. Em cumprimento à decisão, a Presidência da Câmara publicou um novo edital, estabelecendo a votação para o fim de dezembro.
