Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
A Mesa Diretora da Câmara Municipal de Macapá denunciou uma suposta agressão e intimidação contra uma servidora da instituição durante a tumultuada tentativa de antecipação da eleição para a presidência do Legislativo. O episódio ocorreu nesta sexta-feira (9) e, segundo nota oficial divulgada pela Casa, teria sido protagonizado por Diego Santos, ex-secretário de Comunicação da gestão do agora governador eleito Antônio Furlan (PSD).
De acordo com a manifestação da Câmara, a funcionária registrava a movimentação durante uma sessão extraordinária convocada por um grupo de vereadores quando teria sido abordada pelo ex-secretário. A Mesa Diretora repudiou o episódio e destacou a gravidade da denúncia por envolver uma mulher no exercício de suas funções.
“Repudiamos qualquer forma de violência, especialmente contra uma mulher”, afirmou.
A nota também denuncia a entrada de pessoas sem vínculo político ou funcional com o Legislativo em dependências de acesso restrito, incluindo a sala de audiovisual. Para a Mesa Diretora, a presença desses indivíduos em setores exclusivos dos servidores demonstra a existência de interesses políticos que classificou como “nada republicanos”.

Grupo de Marcelo Dias tentou realizou eleição sem a presença da mesa diretora
A confusão ocorreu em meio à articulação de um grupo de 12 vereadores para antecipar a eleição da Mesa Diretora, marcada para o dia 30 de dezembro, e viabilizar o retorno do vereador Marcelo Dias (PRD) à presidência da Câmara, pela 4ª vez. A primeira sessão extraordinária chegou a ser aberta, mas a segunda, convocada para deliberar sobre a eleição, não reuniu o quórum necessário para a votação.
A Presidência da Câmara esclareceu que a manutenção do calendário eleitoral não foi uma decisão unilateral, mas consequência da falta de quórum e da necessidade de cumprimento do Regimento Interno. Também ressaltou que o processo deve observar duas decisões do Tribunal de Justiça do Amapá (TJAP) contra antecipação do pleito, além de assegurar a participação de todos os partidos representados no Legislativo.
A denúncia envolvendo a servidora é avaliado pela direção da Casa como um episódio de possível violência contra mulher. Na manifestação oficial, a Mesa Diretora reafirmou o compromisso com a legalidade, a segurança institucional e o respeito aos servidores. O material divulgado não informa se houve registro de boletim de ocorrência ou adoção de medidas legais contra Diego Santos.
O ex-secretário também não se manifestou publicamente, mas o espaço segue aberto.
