Com dores no nervo ciático, devota faz promessa durante Romaria Fluvial

Romaria Fluvial reuniu fiéis nas águas do Amazonas e levou mensagens de fé e preservação ambiental às comunidades ribeirinhas.
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Por JONHWENE SILVA, de Santana (AP)

A fé que atravessa rios, fortalece corações e renova a esperança ganhou um significado especial para Maria Alice Fonseca neste sábado (10), durante a Romaria Fluvial em homenagem a Nossa Senhora de Nazaré, no Amapá. Em meio às orações e à devoção dos fiéis, ela encontrou na peregrinação uma oportunidade de entregar suas dores e preocupações à intercessão da Mãe de Jesus.

Nascida no município de Afuá, no Pará, Maria Alice já cultivava a devoção a Nossa Senhora da Conceição e a Nossa Senhora Aparecida. Com o tempo, porém, Nossa Senhora de Nazaré também conquistou um lugar especial em seu coração. As viagens frequentes a Macapá e a participação na programação religiosa fortaleceram essa ligação, que se tornou parte de sua caminhada de fé. Desde as primeiras edições da romaria de que participou, ela faz questão de acompanhar a passagem da imagem peregrina pelas águas amazônicas.

Bispo Dom Assis carrega a padroeira no Porto do Povo….

Neste ano, a travessia ganhou um sentido ainda mais íntimo. Maria Alice enfrenta problemas no nervo ciático e convive com dores que afetam seu bem-estar. Durante a transladação, ela se apegou à Virgem de Nazaré e fez uma promessa, pedindo alívio para o sofrimento. 

“Eu tô passando por problemas no nervo ciático e acabei de fazer uma pequena promessa a Nossa Senhora de Nazaré. O meu pedido é para que me livre dessas dores que têm me incomodado bastante e tenho fé que tudo isso vai passar”, disse a devota.

Romaria partiu do Porto do Povo. Fotos: Jonhwene Silva/Portal SN

Ferry Boat com fieis

A fé que navega pelas águas amazônicas

A Romaria Fluvial integra a programação do Círio de Nazaré no Amapá e reúne fiéis em uma manifestação de fé que tem o rio Amazonas como cenário. A imagem peregrina partiu do porto IP4, conhecido como Porto do Povo, em Santana, município localizado a cerca de 17 quilômetros de Macapá. A estimativa era de aproximadamente 50 embarcações acompanhando o percurso, embora a organização não tenha divulgado o número oficial.

A imagem seguiu na embarcação Ferry Boat São Pedro, navegando pelo rio Amazonas até a entrada do Igarapé da Fortaleza. Depois, passou pela entrada da Ilha de Santana, em frente aos bairros Elesbão e Matapi Mirim, e seguiu até a comunidade ribeirinha de Cachoeirinha. A procissão entrou, então, no rio Matapi, onde a etapa fluvial foi encerrada em um porto particular. Toda a transladação foi coordenada pelo bispo Dom Antônio de Assis.

Romeiros usaram vários tipos de embarcação

“Este ano, a romaria fluvial, que já virou uma tradição dos católicos amapaenses, tem uma preocupação especial, que é a natureza, os rios e o meio ambiente. Até porque o Amapá vive esse momento do petróleo e nós queremos que as comunidades sejam protegidas. São estas questões que estamos vivenciando agora na romaria, onde passamos por comunidades ribeirinhas e precisamos levar essa palavra de mantermos o meio ambiente saudável”, destacou Dom Assis.

Após a chegada, a imagem de Nossa Senhora de Nazaré seguiu para Macapá, onde participou da Romaria dos Motociclistas, dando continuidade às homenagens.

Seles Nafes
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