Seca afeta transporte de alunos em comunidades rurais de Santana

Barcos guardados no porto comunitário do Piaçacá; baixo nível do rio Água Branca dificulta navegação e preocupa famílias
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Por JONHWENE SILVA, de Santana (AP)

A estiagem que atinge a região amazônica já preocupa as autoridades em Santana, o segundo município mais populoso do Amapá e localizado a 17 km de Macapá. A redução do nível dos rios tem dificultado o deslocamento de moradores de comunidades rurais, além de comprometer o acesso a serviços essenciais, como educação, saúde e abastecimento de água potável.

Uma das áreas afetadas é a comunidade do Piaçacá, onde o baixo nível das águas do rio Água Branca dificulta a navegação e o transporte de moradores. A situação também preocupa em relação ao acesso de alunos às escolas municipais, já que o deslocamento, feito somente por embarcações, se torna cada vez mais difícil diante das condições dos rios.

Com a redução da navegabilidade, o transporte de alimentos e o atendimento às necessidades básicas das famílias também podem ser prejudicados. Diante das dificuldades, a Defesa Civil do município já estuda a possibilidade de buscar rotas alternativas por dentro da mata para garantir o acesso à comunidade, caso as condições dos rios continuem piorando.

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A Defesa Civil de Santana acompanha a situação e realiza o monitoramento da estiagem, com levantamentos e mapeamento das áreas mais afetadas. O trabalho busca identificar as principais necessidades das comunidades e avaliar os impactos da seca sobre a população, especialmente no acesso à água potável, à alimentação, à saúde e à educação.

“A gente veio atender e saber a realidade dessas comunidades, atendendo a um chamado dos moradores, e nós mesmos não conseguimos chegar aos locais devido ao baixo nível do rio. Com isso, já iniciamos as primeiras decisões, principalmente quanto às necessidades das comunidades. Água potável é um item que já começa a faltar”, explicou Helivanilton Ramos, da Defesa Civil Municipal.

A preocupação é que a continuidade do período de poucas chuvas agrave ainda mais o cenário, aumentando o isolamento de famílias que dependem dos rios para se locomover. Entre as possíveis causas da estiagem está a influência do fenômeno El Niño, que pode alterar o regime de chuvas na região amazônica. No entanto, a confirmação de sua influência sobre as condições atuais depende de avaliações meteorológicas.

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