Por LEONARDO MELO, de Macapá
Profissionais de enfermagem do Amapá estão recebendo mensagens falsas de cobrança de anuidade em nome do Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) e do Conselho Regional de Enfermagem do Amapá (Coren). Os golpistas utilizam WhatsApp, e-mail e SMS para enviar boletos fraudulentos e tentar convencer as vítimas a pagar valores indevidos.
O alerta atinge uma categoria numerosa. O Brasil tem quase 3 milhões de profissionais de enfermagem, entre enfermeiros, técnicos e auxiliares. No Amapá, são 19.047 inscritos no Coren, sendo 14.264 técnicos de enfermagem, 4.140 enfermeiros e 643 auxiliares, segundo dados divulgados pelo próprio conselho.

Conselho orienta profissionais que procurem a entidade para esclarecer sobre mensagens. Fotos: Leonardo Melo/Portal SN
As tentativas de fraude ganharam atenção dos conselhos após uma invasão ao sistema do Cofen durante o período eleitoral da entidade. Segundo a instituição, os criminosos teriam explorado uma vulnerabilidade para obter dados de profissionais e utilizá-los no envio de cobranças falsas.
As mensagens apresentam nomes, CPFs e outras informações pessoais, dando aparência de autenticidade às cobranças. Por isso, a orientação é redobrar os cuidados antes de clicar em links, abrir arquivos ou realizar pagamentos. O Cofen esclarece que não envia cobranças de anuidade por meio de links encaminhados pelo WhatsApp ou SMS.

O presidente do Coren, Donato Farias, revelou que também recebeu mensagens dos golpistas. Ele orienta os profissionais a procurarem diretamente o conselho para verificar a existência de débitos antes de efetuar qualquer pagamento.
“Por mais que a mensagem lhe deixe dúvidas porque estão com seus nomes e CPFs, venham aqui no Coren verificar a sua situação financeira, até porque o Coren não manda mensagens cobrando profissionais”, comentou o presidente.
Além de confirmar a autenticidade das cobranças pelos canais oficiais, o conselho recomenda que os profissionais que receberem mensagens fraudulentas registrem boletim de ocorrência na polícia. Há relatos de pessoas que caíram nos golpes, mas a entidade não divulgou qual seria a quantidade de vítimas.
