Macapá (AP)
A Polícia Civil do Amapá concluiu o inquérito sobre a morte de Renata Teixeira, uma jovem trans de 21 anos que morreu após sofrer um choque elétrico durante o Carnaval de Santana, na madrugada de 17 de fevereiro deste ano. Uma engenheira eletricista responsável pela parte técnica do evento foi indiciada por homicídio culposo, quando não há intenção de matar, com agravante relacionado ao descumprimento de regras técnicas de segurança.
O acidente ocorreu na Avenida Santana, durante a passagem do Bloco UAU, sob forte chuva. Renata encostou a mão na estrutura metálica de um camarote que estava energizada,, recebendo uma corrente elétrica. Com os pés em contato com a água acumulada no asfalto, sofreu a descarga elétrica e morreu. Na ocasião, a jovem chegou a ser levada ao Hospital de Emergência de Santana, mas não resistiu.

Renata Teixeira, de 21 anos, morreu após tocar na estrutura metálica energizada de um camarote
Segundo a investigação, a estrutura foi liberada sem testes adequados para verificar se o sistema de aterramento funcionava corretamente. O sistema serve para conduzir a corrente elétrica para o solo e reduzir o risco de choques. A apuração também identificou cabos expostos à umidade, falhas nos equipamentos de proteção e falta de uma equipe de plantão para atender possíveis problemas elétricos durante a chuva.
O relatório policial também aponta possíveis responsabilidades da empresa concessionária de energia elétrica, devido a emendas de fios sem isolamento em postes compartilhados, e da Prefeitura de Santana, por falhas na fiscalização das estruturas do evento. O caso foi encaminhado à Justiça e aguarda manifestação do Ministério Público.

