Por JONHWENE SILVA, de Santana
Familiares e amigos de Rivone dos Santos realizaram uma manifestação em frente ao Fórum de Santana, nesta quinta-feira (22), antes do julgamento de Delson Júnior Cardoso Carvalho, acusado de matar a vítima a facadas em 1º de janeiro de 2026, no bairro Hospitalidade, em Santana. O julgamento terminou com a condenação do acusado, que cometeu o crime na frente da filha adolescente do casal.
Rivone foi morta no dia 1º de janeiro, no bairro Hospitalidade. Nove meses após o assassinato, a família de Rivone acompanhou o julgamento.
“Eu nunca imaginei na minha vida que perderia minha mãe para um feminicídio e que fosse o meu próprio pai quem tiraria a vida dela. Eu espero que a justiça seja feita. Eu sei que isso não vai trazer a minha mãe de volta, mas quero saber se ele será condenado ao tempo que a lei determina”, declarou a filha da vítima, Sayra Carvalho.

Familiares se reuniram na frente do fórum para fazer um ato…

…e depois passaram a acompanhar o julgamento. Fotos: Luciano Monteiro
Segundo o Ministério Público, Delson Júnior possui condenações anteriores por tráfico de drogas e homicídio qualificado, tendo cumprido pena no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). A acusação defendia que o histórico criminal fosse considerado na definição da pena.
“Estamos lutando por uma pena próxima dos 40 anos para o réu. Ele é reincidente e, embora tenha alegado incapacidade em razão do consumo de álcool, durante o interrogatório conseguiu detalhar toda a dinâmica dos fatos, o que afasta essa alegação”, afirmou o promotor de Justiça Manoel Edi de Aguiar Júnior.

Relacionamento de 19 anos marcado por violência e medo

Delson já tinha condenações anteriores por homicídio e tráfico

Família e amigos se mobilizaram
De acordo com a delegada Katiuscia Pinheiro, que atendeu o caso à época, Rivone sofria violência doméstica havia 19 anos.
Já no período da tarde, a Justiça condenou Delson Júnior Cardoso Carvalho a 44 anos, 3 meses e 15 dias de prisão em regime fechado pelo feminicídio de Rivone Pereira dos Santos, vítima do primeiro caso registrado em Santana em 2026. A sentença também determina o pagamento de R$ 30 mil por danos morais à família da vítima.
