Por SELES NAFES, de Macapá (AP)
O advogado Carlos Andrey Alencar Chaves, investigado em 26 inquéritos policiais em Macapá, enviou um posicionamento ao Portal SelesNafes.Com negando ter se apropriado de dinheiro de clientes. Ontem (7), a OAB afirmou ter aplicação uma punição ao profissional após o site revelar a existência de investigações conduzidas por três delegacias da Polícia Civil do Amapá. Segundo o advogado, as reclamações estão relacionadas ao tempo necessário para o ajuizamento de ações judiciais, e não à prática de crimes.
Carlos Andrey alega que não existe nenhuma condenação contra ele e ressaltou que os procedimentos policiais ainda estão em andamento. O advogado também invocou o princípio constitucional da presunção de inocência, afirmando que os fatos investigados ainda não tiveram uma conclusão definitiva.

Carlos Sanches lembrou do princípio da presunção da inocência ao afirmar que nenhum processo contra ele já foi julgado
“Não existe contra mim nenhuma condenação. Os procedimentos mencionados estão em fase de inquérito, sem qualquer conclusão”, declarou.
O profissional também contestou diretamente as suspeitas de apropriação indébita, que são objeto de 15 dos 26 inquéritos. Segundo ele, o prazo para ingressar com uma ação judicial depende de fatores como a complexidade do caso e a documentação apresentada pelo cliente.
“Jamais me apropriei de valores de clientes. As reclamações dizem respeito ao tempo para o ajuizamento de ações”, afirmou na nota.

As investigações tramitam na 2ª, 6ª e 9ª delegacias de Macapá. No procedimento mais recente, conduzido pelo delegado Nixon Kennedy, o advogado foi indiciado após ser acusado de receber honorários para ingressar com uma ação revisional de contrato bancário, que não teria sido ajuizada. Segundo o delegado, o cliente efetuou o pagamento, mas a ação não foi protocolada. A Polícia Civil também informou que o advogado foi intimado por WhatsApp para prestar esclarecimentos, mas não compareceu à delegacia.

Delegado Nixon Kennedy investigou o delegado na 9a DP. Foto: Arquivo SN
Em relação às reclamações, Carlos Andrey afirmou que seu escritório está tratando cada situação individualmente e trabalhando para esclarecer os fatos. Ele também declarou estar à disposição das autoridades policiais, por intermédio de sua defesa, para apresentar as explicações necessárias.
Sem mencionar o instrumento usado e o nome do advogado, OAB divulgou ontem que aplicacão a Carlos Sanches. O Código de Ética da entidade prevê advertências verbais, escritas, suspensão ou cassação do registro.
“OAB/AP informa que já adotou as devidas medidas cautelares quanto ao exercício profissional do advogado envolvido, considerando a gravidade dos fatos e os elementos probatórios apresentados”, comentou a entidade, sem explica qual foi a medida.
“A Ordem esclarece que as medidas cautelares possuem natureza preventiva e não representam julgamento definitivo de mérito, cuja apuração seguirá regularmente até sua apreciação final, assegurados o contraditório e a ampla defesa”.
