Humberto Baía, de Oiapoque –
Durante a operação Ágata, na fronteira do Amapá com a Guiana Francesa, duas francesas foram conduzidas ao Ciosp de Oiapoque, município a 590 quilômetros de Macapá. Mãe e filha estavam retornando de Camopi, cidade vizinha da Vila Brasil do lado francês. Elas alegam que estavam fazendo turismo na floresta amazônica usando um caiaque, e foram flagradas portando munição.
Zora Deutsh é francesa e professora. A mãe, Jutca Elleonor, é alemã e servidora pública aposentada. As duas alegaram ter sido aconselhadas, ainda em Caiena, a levar na viagem munição para espingarda calibre 12. O objetivo seria trocar os produtos por suvenis indígenas (colares, pulseiras) com tribos da região do lado francês, onde é permitida a caça e portar arma de fogo.
Já no retorno para Saint Georges, pelo rio Oiapoque, as duas ainda estavam de posse de alguns cartuchos, e ao passarem pelo posto de controle do Exército os soldados acharam a munição em suas mochilas.
As duas turistas foram encaminhadas ao Ciosp e depois de ouvidas pelo delegado Charles Corrêa foram liberadas. Aliviadas do susto, elas decidiram encerrar a aventura e seguir viagem de volta para Caiena.
Elas ainda vão responder por transporte ilegal de munição. Se forem condenadas, podem pegar de 2 a 5 anos de prisão.
A Operação Ágata começou no último dia 21 e continua transcorrendo. No domingo, 26, a Marinha e a Polícia Federal apreenderam, durante a operação na foz do Rio Oiapoque, duas embarcações com 61 passageiros, entre eles 49 estrangeiros, a maioria haitianos e alguns senegaleses.
A PF apurou que essas pessoas estavam indo para regiões de garimpo na Guiana Francesa. Elas estão com a situação legal no Brasil, mas queriam ingressar clandestinamente na Guiana.