Primeiro ato: Waldez anuncia estado de emergência na saúde

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“Não houve transição. Nem houve espírito de responsabilidade do governo para com o povo amapaense”, afirmou o governador eleito Waldez Góes (PDT), na manhã desta terça-feira, 30, durante coletiva de imprensa. Ele voltou a reclamar de uma suposta falta de apoio do governo de Camilo Capiberibe (PSB) ao processo de transição. Waldez apresentou ainda um diagnóstico da atual gestão e um plano de ação para o primeiro ano de governo, que inclui nos primeiros dias a decretação de um estado de emergência na saúde. A contrário do que se imagina, ele não anunciou nomes da equipe de governo.

Waldez Góes sobre a transição com o governo atual: "irresponsabilidade"

Waldez Góes: “não houve transição”

A equipe de transição de Waldez diz ter apurado que as finanças do estado estão comprometidas. Com dívidas de R$ 7 milhões na área de informática, R$ 508 milhões aos prestadores de serviço do governo, R$ 517 mil dos planos de saúde dos servidores da Caesa e cerca de R$ 155 milhões na pasta da Educação. “As informações são, na maioria, de caráter oficioso. Mas a conclusão é de que fechamos nossos relatórios com o registro de sérias dificuldades financeiras, estruturais, atrasos de pagamento e, principalmente, um caos na saúde”, ressaltou o coordenador da equipe de transição e vice-governador, Papaléo Paes (PP).

Waldez disse que só para fornecedores o governo deve mais de R$ 500 milhões

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Em relação ao restante das dívidas, como com o BNDES e a Amprev, por exemplo, a equipe não soube precisar qual seria o valor da dívida por não ter tido informações suficientes da equipe do atual governo. Waldez Góes declarou estar preparado para ser empossado no dia 1ª de janeiro e já traçou ações imediatas para o primeiro ano de mandato. “Nós vamos decretar estado de emergência para saúde e educação, as áreas prioritárias em minha gestão”, frisou.

Setores econômicos, infraestrutura, gestão governamental, saúde, defesa social e assistência social, tiveram planos de ação apresentados. Mas os destaques ficaram por conta do cronograma de orçamento para quitar dívidas, reforma tributária, rearticulação do setor mineral, plano de saúde para os servidores da Caesa, limpeza urbana dos municípios, reestruturação dos prédios de órgãos da segurança pública e prioridade nas obras da BR-156.

O governador preferiu manter o suspense sobre a equipe de primeiro escalão, num sinal de que ainda não escolheu todos os nomes. Ele prometeu para amanhã, 31, a divulgação dos nomes. Waldez também informou que não irá morar na Residência Oficial do Governo, permitindo assim que sejam liberados mais de 100 policiais militares para o trabalho nas ruas.

 

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