Semsa apura origem de medicamentos apreendidos

Secretário adjunto de Saúde não descartou que os medicamentos tenham sido furtados da Semsa, mas diz que lotes não são exclusivos da prefeitura
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SELES NAFES

O secretário adjunto de Saúde de Macapá, Eldren Lages, informou nesta quarta-feira 23, que a Semsa vai abrir processo administrativo para descobrir a origem dos medicamentos do SUS apreendidos em farmácias de Santana e de Macapá.

Ainda nesta quarta, ele encaminhou à delegada de polícia Luíza Maia, que comanda as investigações na 2ª DP de Santana, a relação dos medicamentos encontrados em um contêiner no Bairro do Buritizal no último fim de semana.

Na última sexta-feira, 18, o dono de três farmácias (2 em Macapá e 1 em Santana) foi preso por estar comercializando medicamentos vencidos e do SUS. Dois dias depois outros medicamentos vencidos da rede pública foram encontrados no Buritizal.

Eldren Lage: menos de 10% dos medicamentos vencem. Foto: Arquivo

Eldren Lage: menos de 10% dos medicamentos vencem. Foto: Arquivo

A Polícia Civil levantou a possibilidade de que os medicamentos tenham sido furtados da Secretaria Municipal de Saúde de Macapá. A Semsa diz ainda não tem essa confirmação, mas também não descarta a possibilidade.

“Os lotes nem sempre são fabricados exclusivamente para um cliente. Podem até ser do governo. Vários entes públicos recebem o mesmo lote, isso é muito comum. Ainda não fomos notificados com o que a polícia achou em Santana pra gente poder comparar com o que a gente tem aqui”, revelou.

Lages disse nas entrelinhas que o controle do uso dos medicamentos na rede pública é difícil em função da ampla rede de distribuição que inclui mais de 40 unidades básicas de saúde nas zonas urbana e rural de Macapá.

No ano passado, a prefeitura de Macapá investiu mais de R$ 6 milhões em medicamentos e este ano o gasto total deve chegar a R$ 9 milhões, além de mais R$ 3 milhões com correlatos, como luvas, gaze, seringas, agulhas e outros materiais necessários.

Com um planejamento mais adequado de compra, disse o secretário, menos de 10% dos medicamentos perdem a validade.

“É muito raro. O que é mais comum vencer são os anticoncepcionais em comprimidos que o Ministério da Saúde manda em grande quantidade, mas que as mulheres não querem mais usar. Estão preferindo o injetável”, revelou.

Os medicamentos vencidos são entregues a uma empresa de descarte que leva tudo para o aterro controlado. A partir daí, a Semsa não tem mais controle sobre o processo.

O caso continua sendo investigado pela Polícia Civil de Santana. O dono das farmácias, uma funcionária e a farmacêutica foram libertados depois de pagar R$ 10,5 mil cada um em fianças. 

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