“Santana vive seu pior momento”, diz candidato da Rede

O vereador que deixou o PT no fim do ano passado diz que vai fazer campanha baseada no desenvolvimento econômico
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SELES NAFES

As eleições serão mais uma vez acirradas no município de Santana, que já tem pelo menos 7 candidatos anunciados. O mais recente deles é o vereador Richard Madureira, da Rede Sustentabilidade, partido que o acolheu depois de 12 anos no PT.

Casado e evangélico, aos 43 anos Richard está no primeiro mandato de vereador e já teve experiência em gestão pública. Durante o governo de Antônio Nogueira (PT) ele comandou as secretarias de Juventude e Assistência Social.

O candidato a prefeito diz que Santana vive seu pior momento, principalmente por causa da manutenção da cidade e os índices de desemprego.  

A candidatura de Richard Madureira deverá ser lançada em evento do partido na primeira quinzena de maio.

Richard Madureira nos tempos de PT. Foto: Arquivo pessoal

Richard Madureira nos tempos de PT. Foto: Arquivo pessoal

Por que o senhor saiu do PT?

Porque eu precisava de renovação, principalmente porque o PT se distanciou as necessidades do povo. As principais pautas foram esquecidas.

O desgaste do PT influenciou?

Um pouco. Eu era de uma ala de esquerda do partido que defendia as reformas necessárias, como a reforma política, tributária, fiscal e urbana. O PT fugiu das principais pautas da sociedade.

O senhor já conversou com alguns partidos para formar alianças?

Sim. Estamos conversando com o PC do B, PMN, PSB, PPS, entre outros. É uma frente com pelo menos 10 partidos ligados aos senadores Randolfe Rodrigues (REDE) e Davi Alcolumbre (DEM).

O que o senhor vai defender na campanha?

O desenvolvimento econômico sustentável focado nas nossas principais vocações. Os modelos políticos que governaram Santana não levaram isso em consideração. Se fala em minério, porto, soja, e agora a Zona Franca Verde.

O município precisa se preparar para esse novo contexto. Vamos buscar dentro das nossas vocações o aquecimento da nossa economia e atrair empresas, por isso é preciso haver estímulos. Santana sempre teve essa capacidade empreendedora.

Como o senhor avalia a cidade hoje?

Existe uma falência dos serviços públicos pela incompetência e falta de planejamento. É claro que a prefeitura não vai resolver tudo sozinha, é preciso uma grande articulação com a sociedade e com os Poderes.

Vivo Santana intensamente dia e noite, e afirmo que a cidade atravessa seu pior momento. Isso apesar de o orçamento da prefeitura ter aumento 50% nos últimos anos. Era de R$ 110 milhões em 2012 e hoje é de R$ 190 milhões.  O que falta é compromisso com a cidade, transporte público, limpeza e urbanização.

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