“Minha filha está com nosso Deus”, diz pai em Santana

Único cemitério da cidade deve receber 60 mil até o início da noite, mas ambulantes se queixam das vendas
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VALDEÍ BALIEIRO

O único cemitério do município de Santana, distante 17 quilômetros de Macapá, recebe somente no Dia de Finados aproximadamente a visita de 60 mil pessoas, segundo estimativa da administração do lugar. O grande fluxo também mobiliza ambulantes e a Polícia Militar.

De acordo com o diretor interino do cemitério, Deuzuito Oliveira Modesto, todo esse movimento corresponde aos dias 1º e 2.

“Nos dois dias é muito grande a movimentação. Em especial, claro, para o Dia de Finados”, conta o diretor.

Movimento maior foi pela manhã na véspera. Fotos: Valdeí Balieiro

Movimento maior foi pela manhã na véspera. Fotos: Valdeí Balieiro

Modesto ainda explica que no cemitério de Santana estão sepultadas mais 15 mil pessoas, a maioria adultos.

“Dos sepultados aqui, 10.594 são adultos e 4.627 são crianças. Por isso, para cada registro aqui estima-se que dez parentes vêm visitar no Dia de Finados. E por isso o número é grande de visitas”, explica.

Polícia Militar faz observa visitantes

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Movimento bom, mas vendas são fracas em comparação a anos anteriores

Movimento bom, mas vendas são fracas em comparação a anos anteriores

O Elielson Bastos Lima, de 50 anos, conta que o dia é especial como todos os outros, pois lembrará sempre da filha que está enterrada no cemitério.

Ele conta que a perdeu após complicações no parto da esposa no Hospital Estadual de Santana. A criança morreu um mês e quatro dias depois do nascimento devido a uma infecção hospitalar.

Visitantes procuram sepulturas: cidade tem apenas um cemitério

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10 mil pessoas sepultadas

10 mil pessoas sepultadas

“O dia nos traz tristeza, mas também alegria porque tenho a plena certeza que nossa filha está com nosso Deus. Mas nosso próprio Deus nos abençoou com outra filha, porém, jamais iremos nos esquecer da nossa primogênita”, garantiu Elielson Bastos (na foto de capa ao lado da esposa e a filha mais nova).

O que também aumentou o fluxo de pessoas no cemitério foram os ambulantes que vendiam flores. Segunda a vendedora Alessandra Souza, o movimento, apesar de fraco, ainda é favorável e tem contribuído para a saída das mercadorias.

“Em comparação com os anos anteriores vendiam bem mais, mas apesar de fraco ainda conseguimos vender bastante coisa e seguiremos aqui até sair tudo”, conta a vendedora.

Seles Nafes
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