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De Oiapoque, HUMBERTO BAÍA Marven Junius, nasceu em Santarém (PA). É descendente de confederados americanos que imigraram para a América do Sul e se instalaram na Amazônia. Foi em Santarém, influenciado pelo pai e avó, que Marven pegou o gosto por livros de poesia. 

Em Oiapoque, no extremo norte do Brasil, onde exerce a função de professor de educação física na rede pública municipal, que o escritor se deu conta que existia uma inquietação interior, e que só foi sanada com pequenas anotações que eram sempre escritas às margens do rio Oiapoque.

“Hoje sei que minhas angústias eram o meu EU querendo traduzir em palavras a minha natureza, e que só é sanado com minha poesia”, diz Marven.

Em Oiapoque sua maior fonte de inspiração é a floresta e o rio, onde ocorre o vai e vem dos barcos.

“Isso me fascina, essa ida constante das catraias. A cidade é cosmopolita. Bem aqui no Amapá temos índios, franceses, crioulos e mulatos”.

Professor Marven atua na rede municipal de ensino. Fotos: Divulgação

Mais toda sua criatividade sempre esteve na gaveta e entre seus arquivos, só vindo à tona depois do segundo casamento, com a professora e doutora em ciências sociais, Natália Ribeiro. Foi ela que incentivou Marven a compartilhar seus trabalhos em redes sociais e revistas de poesia como a “Filhos”, que já publicou várias poesias do artista.

Atualmente, Marven é constantemente convidado para participar de eventos literários. Em 3 anos divulgando seus trabalhos, já foi premiado várias vezes, e recebeu do Conselho de Cultura do Amapá a Moção Destaque Cultural. Atualmente, frequenta rodas de notáveis como Fernando canto e Alcinéa Cavalcante.

Marven e o escritor Fernando Canto. Foto: Arquivo pessoal

Em dezembro, com data ainda não definida, o artista lançará seu primeiro livro: “Oiapoque In Blues”, que contará com poesias inéditas e a trajetória do poeta desde que chegou ao Amapá.

“O livro tem esse título porque quando eu cheguei em Oiapoque, há 10 anos, não havia terminal rodoviário e o ônibus chegava na praça do Centro, lá pelas 3h da madrugada (risos). E o que me chamou a atenção foi um boteco que contrastava com toda cena local tocando um blues. Amei isso!”

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