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DA REDAÇÃO

A população de Santana, município distante 17 quilômetros de Macapá, participou na Câmara de Vereadores de uma audiência pública, para discussão da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2018. Os presentes procuraram saber onde será aplicada a maior fatia do orçamento da cidade.

A audiência pública foi realizada na sexta-feira (24), e contou com a participação de menos da metade dos vereadores. Nove deles não compareceram, e não justificaram a ausência.  A população, no entanto, marcou presença nas galerias.

A ausência gerou a indignação dos presentes que chegaram a questionar o motivo deles não estarem presentes. 

“Eu não entendo por que ainda viemos aqui na câmara. Eles não estão dando a mínima. É só observar os lugares deles, estão vazios. Foi a gente que colocou eles lá e agora eles nos tratam com esse respeito aí”, disse, indignado, o estudante André Gonçalves.

População compareceu às galerias da câmara Foto: Fernando Santos

Faltaram à audiência os vereadores Jailson Matos (PR), Robson Coutinho (PR), Coló (PSL), Anderson Almeida (DEM), Dr. Marco Aurélio (PSD), Socorro Nogueira (PT), Angelo Santos (PCdoB), Griti Meu Nome (PRP) e Alberto Negrão (PTC).

Além de Helena Lima (PRP), presidente da Casa, estavam presentes os vereadores Rarison Santiago (PRP), Genival Oliveira (PMB), Dr. Fabiano (PR), Drª. Katia (PTN) e Josival Abrantes “Rato” (PDT).

Audiência pública

Estiveram presentes também lideranças comunitárias, representantes de associações de moradores, o prefeito em exercício Francisco Rozivaldo, o “Neném do Frango” (PV), além de secretários municipais que tiveram a chance de expor suas solicitações.

A LOA, enviada pela administração municipal para a Câmara de Vereadores, está orçada em pouco mais de R$ 163 milhões. A maior parte do bolo desse montante deverá ser aplicada nos setores de infraestrutura, educação e saúde.

Apesar da discussão, a LOA ainda deverá ser levada novamente para apreciação dos vereadores, que poderão aprovar, ou não, o orçamento previsto pela prefeitura. A presidente da Câmara de Vereadores, professora Helena Lima (PRP), destacou a importância das discussões e, mais ainda, mencionou a necessidade da fiscalização da aplicação dos recursos.

“É importante ouvirmos as demandas da população, até porque estamos aqui representando-os. Além disso, sabermos onde e qual será o setor de maior investimento é fundamental porque vamos estar atentos e saber se o recursos estão sendo aplicados de maneira correta, seja na educação, na saúde ou na infraestrutura”, disse.

Vereadores de Santana na câmara Foto: Fernando Santos

Raí Rosa, professor e líder comunitário do bairro Fonte Nova, esteve presente e destacou, como prioridade para a sua comunidade, a melhoria na infraestrutura. Segundo ele, são problemas de buracos nas vias, falta de água, esgoto e educação.

“Temos conhecimento de que a realidade nas escolas da rede municipal não é nada boa. Faz-se necessária a destinação de recursos para este setor. Ruas e avenidas em péssimas condições, é outro problema que precisa ter atenção no orçamento municipal. Espero que se destine recurso para isso no bairro Fonte Nova”, pediu.

O secretário municipal de Governo, Ronival Virgulino, ouviu atento as reclamações dos moradores. Ele acredita que 2018 poderá ser um ano de grandes avanços em Santana, e que a quantidade de emendas parlamentares federais, destinadas para a cidade portuária, poderá dar um impulso significativo para setores como infraestrutura.

“A gente sabe que existe uma demanda muito grande em educação, saúde e infraestrutura. Estamos confiantes de que o orçamento de pouco mais de R$ 163 milhões seja aprovado, porque buscamos muitas emendas federais dos representantes amapaenses. Inevitavelmente, o setor infraestrutura terá uma fatia bastante grande, porque prevemos investimentos significativos no ano que vem. Certamente, vai dar certo e Santana viverá avanços importantes”, falou.

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