Compartilhamentos

SELES NAFES

Não é raro a Polícia Civil do Amapá esbarrar com casos de estupro em família, infelizmente bem comuns nos rincões da Amazônia. Mas, desta vez, uma história que se passa na zona rural do município de Santana, no Distrito de Anauerapucu, ultrapassa as raias do imaginável e do sofrimento.

A podridão do caso começou a emergir no último dia 23 de novembro, quando uma jovem de 20 anos, casada, procurou a Delegacia de Mulheres de Santana, cidade a 17 quilômetros da capital, Macapá, para relatar que o padrasto estava ameaçando a irmã mais nova dela, caso o denunciasse.

Durante o relato, a jovem revelou que era estuprada pelo padrasto desde os 9 anos de idade, e que aos 11 anos precisou morar com os avós para escapar dos abusos. Contudo, a irmã mais nova continuou na casa e passou a ser vítima. 

Durante vários anos, elas teriam sofrido em silêncio com medo das ameaças do criminoso, que sempre prometia incendiar a casa e matar toda a família, caso elas levassem o caso para a polícia.

Um dia, aos 12 anos, a irmã mais nova também saiu de casa, e foi morar com um namorado. Seis anos depois, no fim de novembro, tudo parecia bem até o padrasto reaparecer. Ela estava sozinha em casa. Segundo a irmã mais velha, o padrasto passou as mãos nos seios e vagina dela, e ofereceu dinheiro para que tivessem uma relação sexual.

“Ela conseguiu fugir chorando, foi à casa da irmã (mais velha), e esta foi até a casa da mãe cobrar uma atitude, já que ela (a mãe) durante todos esses anos nunca havia feito nada, e nunca acreditava na versão das filhas”, narra o delegado Edmilson Antunes Ferreira, que esta semana concluiu o inquérito.

O acusado é desempregado, tem 34 anos, mora com a esposa e mais três filhas: uma de 15 anos, outra de 9 anos (com paralisia cerebral) e a mais nova de apenas três anos. A esposa está novamente grávida.

Delegado Edmilson Antunes Ferreira: inquérito concluído

O acusado, de 34 anos, está preso no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen) depois que teve a prisão preventiva decretada a pedido do delegado. Ele prestou depoimento, e negou todos os crimes.

“Quando chegamos lá (na casa do acusado) uma vizinha contou que ele também pegou nos seios da filha dela. Ainda vamos tomar o depoimento dessa vizinha (…) estou avaliando pedir um exame na menina que tem paralisia cerebral para confirmar se ela ainda é virgem”, adiantou Edmilson Ferreira. 

A menina não consegue se movimentar, e precisa de ajuda para se alimentar.

Compartilhamentos