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SELES NAFES

O advogado criminalista Cícero Bordalo Júnior deixou a defesa do promotor aposentado Moisés Rivaldo, preso pela Polícia Federal do Amapá na operação “Minamata”, no fim do mês passado.

Quem assumiu a defesa foi o próprio filho do promotor, Daniel Pereira, com quem Bordalo vinha tendo conflitos.

“Achei que ele está agindo muito de forma emotiva. Além disso, quando a gente vai fazer recurso em Brasília, o correto é fazer um tutorial e visitar o desembargador para expor as razões para ele. Ele achou que estava errado e começou a divergir”, explicou o advogado.

O portal SELESNAFES.COM não conseguiu falar ainda com o advogado Daniel Pereira.

O promotor Moisés Rivaldo segue preso preventivamente numa cela especial do Centro de Custódia do Bairro Zerão, na zona sul de Macapá. O local é destinado a servidores públicos que sejam acusados de crimes. Ele continua nomeado secretário de Educação da prefeitura de Macapá, mas a função vem sendo exercida interinamente por outra pessoa. 

Promotor Moisés foi preso com outros empresários e servidores públicos, entre eles o ex-superintendente do DNPM, Romero Cruz, no dia 30 de novembro numa operação que investiga a exploração ilegal de ouro no Garimpo do Lourenço, no município de Calçoene. O grupo responde por 15 crimes, entre eles danos ambientais e trabalho análogo à escravidão.

Em depoimento, o promotor aposentado afirmou que pagou R$ 800 mil para a Cooperativa de Garimpeiros do Lourenço para explorar a mina onde, segundo o Ministério do Trabalho, 24 garimpeiros morreram soterrados nos últimos dois anos. 

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