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SELES NAFES

Uma operação da Polícia Civil do Amapá conseguiu impedir um crime de execução na zona oeste de Macapá. Três pessoas foram presas, incluindo uma mulher que teria atraído a vítima por uma redes social.

A ação foi comandada pela Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (DTE) com apoio do Bope. Os policiais estavam monitorando um traficante havia 3 meses, desde que ele conseguiu escapar do cerco que resultou numa apreensão de 6 quilos de skank. 

Durante o monitoramento, os policiais descobriram que ele havia encomendado a morte de um homem. O motivo, entretanto, não era a disputa de mercado e nem dívidas.

“Estávamos acompanhando os passos dele, e descobrimos que estava com a intenção de matar um indivíduo que estava tendo um relacionamento com sua ex-mulher”, explicou o delegado Sidney Leite, chefe da DTE.

Na noite da última terça-feira (13), por volta das 20h, o plano de morte seria executado. Os agentes descobriram que o mandante usou uma garota para atrair a vítima.

“Ela fez um perfil falso no Whatsapp para se aproximar do indivíduo que ele queria matar. Ela confirmou toda a história, mas achava que ele (o traficante) estaria interessado em matar por causa de uma dívida de droga. Na verdade era por ciúme”, acrescentou o delegado.

O encontro foi marcado na praça do Conjunto Cabralzinho, a poucos metros do Batalhão de Policiamento Rodoviário Estadual (BPRE) da PM, onde ocorreria o homicídio.

Acusado de ser o mandante é apresentado no Ciosp do Pacoval. Fotos Leonardo Melo

Arma apreendida com os dois acusados tinha 18 balas

O traficante e o matador foram surpreendidos dentro de um carro, um Golfi preto (foto de capa), quando já se aproximavam da futura vítima. Não houve resistência.

Os dois criminosos e a garota foram apresentados no Ciosp do Pacoval.

“Eles alegaram outra história, que estavam apenas de passagem. Mas temos a confirmação. A arma também foi apreendida”, informou um agente que participou da operação. A arma que seria usada no crime é uma pistola 380 que estava com as 18 munições intactas.

“Vamos checar a numeração dessa arma para saber se foi subtraída ou se alguém emprestou”, finalizou o delegado. 

Jardel Gomes da Silva Souza, o traficante, foi autuado em flagrante junto com o comparsa que seria o executor, mas ainda não tinha ficha criminal. Ele não teve o nome divulgado pela polícia.

O portal SELESNAFES.COM não conseguiu confirmar se a Justiça manteve as prisões durante audiência de custódia.

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